Mais um fim de semana se passou. Alguns desencontros, alguma diversão, frio e solidão. Alguma angústia por querer ser totalmente diferente do que sou, e não conseguir mudar. Uma ressaca e insônia. Muita coisa na cabeça. No meio disso tudo, cinema. Há muito tempo não ía. Tenho realmente que alimentar esse hábito. Fui sozinha no domingo, e vi várias pessoas sozinhas. Quando eu falo que vou ao cinema em casa, vem logo a primeira pergunta "Vai com quem?". Bom, eu vou ao cinema, antes de mais nada, para ver um filme. Você não precisa necessariamente de companhia para ver um filme. Se tiver sido a minha mãe quem perguntou, vem logo a tréplica (depois do "com ninguém") - "ah - coitada...". Isso me MATA de raiva. Que saco. Se eu falar que vou na locadora pegar um filme, ninguém me pergunta "Vai assistir com quem?". Mas, enfim... para continuar o realce à minha solidão, cheguei cedo e decidi tomar um café. Tinha um banco apenas no balcão da cafeteria. Em seguida chegou um casal. O cara, mala sem alça, logo reclamou que só tinha um banco. Depois, vendo a cadeira do funcionário que fica na porta recolhendo as entradas, falou "ali também só tem um cadeira", e disparou "é o cinema dos solitários". Para não falar logo que eu prefiro estar só que mal acompanhada, eu mencionei que ainda bem que EU sentei no banco, assim não dá briga entre o casal. Terminei o meu café e levantei.
O filme foi "Na Cama". Gostei. Se passa dentro do quarto de um motel, onde tem um casal que não se conhece, que transa e conversa. O cara é um gatinho, e ela tem uma micro franjinha horrorosa, mas é engraçada. É um debate sobre o relacionamentos moderno. Me identifiquei muito. Fala de pele, química, fidelidade, verdades e mentiras. Fala do momento. Sem antes nem depois. Exatamente como têm sido as minhas relações. Só consigo as "momentâneas" - não me dão direito ao depois, e também não devo pensar no antes, senão não rola nem o agora.
É mais uma coisa que quero mudar na minha vida. Mas tem um peso da acomodação que eu não posso deixar de comentar. Eu realmente prefiro estar só que mal acompanhada.
O casal mala saiu no meio do filme.
2 comentários:
Pinha, eu fiquei muito só na minha vida, tive os filhos depois dos 40.
Separei em seguida- 5 anos casada, apenas. tive namoros longos, naquele tempo acho que se namorava mais. mas acredito no amor, acontece qdo menos se espera, não tenha medo de ficar só- antes só do que mal acompanhada, é mais inteligente- estou só de novo faz tempo, tenho minhas fantasias amorosas, mas não saio só por sair, não vale a pena. Cinema só é ótimo, até prefiro agora, acostumei...depois é que é bom ter alguém para comentar- temos o blog :)
boa sorte!
vou postar o resto do conto amanhã, acho que não dá para colocar todo, vai ficar mto gde.
Bjs Laura
muda!!!! o texto pelo menos, hehehehe
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