
10 horas levaram um cavalo da nossa convivência. Quem não entende de cavalo (ou do que eles significam na vida de uma pessoa) ou não gosta de animais, nem deve continuar a ler.
Era um tanque de guerra. Cativou todos que passaram perto dele, até os indiretamente envolvidos. Relinchava TODAS as vezes que me via, sabia que ganharia um biscoito. Vinha do piquete quando eu chamava. Era um vendido, fazia essas coisas com quase todos, mas me faz bem achar que era só pra mim. Voava sobre os obstáculos. E só quem teve o prazer se sentar na sua sela é que sabe a onipotência dele. Ele sabia que era o melhor. Ele não escondia isso de ninguém. Inteligente. Limpo. Personalidade exclusiva. Nunca deu um coice de propósito para acertar ninguém. Sua arma era o rabo, que parecia ter metros de comprimento, e mira certeira. Depois da rabanada, a cara de sonso - quem, eu? ah, desculpe...
Movia o dia-a-dia de muita gente. Todos envolvidos no seu cotidiano, ou no cotidiano do seu proprietário, cujo humor variava em função de um simples cavalo. "Como está o Gray?" - era a pergunta feita pelo segurança, pela recepcionista, pela secretária. Na verdade, o intuito era saber como estaria o poderoso chefão.
O olhar te abraçava, te consolava. Como se fosse um homem com H. Ele sabia que era tudo dele, tudo pra ele. Gostava do que fazia. Saltava com prazer, nunca por obrigação. Saía da pista realizado. Foi um guerreiro a vida toda. Sentiu muitas dores, e voltou a saltar, sem que tivéssemos descoberto exatamente qual era o seu problema. Melhorava, e metia bronca. Nunca "negou fogo". Nunca deu um refugo, mesmo que estivesse tudo errado. Fazia a cara de "deixa comigo, mas se segura aí em cima". Não gostava de saltar pequeno, e realmente não saltava pequeno... Ele nunca desistiu, e por isso, ninguém nunca desistiu dele. Era o desafio diário de todos.
De cima dele, a vida mudava. Ele tinha o poder de te fazer sentir capaz de fazer qualquer coisa na vida. Ou não. Se eu monto o Gray, monto qualquer cavalo. Se eu coleto o Gray, coleto qualquer cavalo.
Se eu curasse o Gray, curaria qualquer cavalo.
Desculpa, não deu tempo. Mas eu tentei o melhor que pude.
Era um tanque de guerra. Cativou todos que passaram perto dele, até os indiretamente envolvidos. Relinchava TODAS as vezes que me via, sabia que ganharia um biscoito. Vinha do piquete quando eu chamava. Era um vendido, fazia essas coisas com quase todos, mas me faz bem achar que era só pra mim. Voava sobre os obstáculos. E só quem teve o prazer se sentar na sua sela é que sabe a onipotência dele. Ele sabia que era o melhor. Ele não escondia isso de ninguém. Inteligente. Limpo. Personalidade exclusiva. Nunca deu um coice de propósito para acertar ninguém. Sua arma era o rabo, que parecia ter metros de comprimento, e mira certeira. Depois da rabanada, a cara de sonso - quem, eu? ah, desculpe...
Movia o dia-a-dia de muita gente. Todos envolvidos no seu cotidiano, ou no cotidiano do seu proprietário, cujo humor variava em função de um simples cavalo. "Como está o Gray?" - era a pergunta feita pelo segurança, pela recepcionista, pela secretária. Na verdade, o intuito era saber como estaria o poderoso chefão.
O olhar te abraçava, te consolava. Como se fosse um homem com H. Ele sabia que era tudo dele, tudo pra ele. Gostava do que fazia. Saltava com prazer, nunca por obrigação. Saía da pista realizado. Foi um guerreiro a vida toda. Sentiu muitas dores, e voltou a saltar, sem que tivéssemos descoberto exatamente qual era o seu problema. Melhorava, e metia bronca. Nunca "negou fogo". Nunca deu um refugo, mesmo que estivesse tudo errado. Fazia a cara de "deixa comigo, mas se segura aí em cima". Não gostava de saltar pequeno, e realmente não saltava pequeno... Ele nunca desistiu, e por isso, ninguém nunca desistiu dele. Era o desafio diário de todos.
De cima dele, a vida mudava. Ele tinha o poder de te fazer sentir capaz de fazer qualquer coisa na vida. Ou não. Se eu monto o Gray, monto qualquer cavalo. Se eu coleto o Gray, coleto qualquer cavalo.
Se eu curasse o Gray, curaria qualquer cavalo.
Desculpa, não deu tempo. Mas eu tentei o melhor que pude.
Um comentário:
que lindo, muita emoção e lágrimas
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