sexta-feira, 20 de julho de 2007

Decisões

O meu pai diz uma coisa muito certa: o difícil é decidir. Uma vez decidido, tudo fica mais fácil.





Na foto: Christopher Hickey e Regent, dos Estados Unidos. Medalha de ouro na final indivual do adestramento no Pan.

A final individual é uma prova onde o cavaleiro tem determinados movimentos para executar, mas monta a coreografia em uma música, da forma como quiser. Tem nota técnica e nota artística também. É mais ou menos como o solo da ginástica artística. Chama-se "kür" em alemão, "free-style" em inglês, e em português seria "estilo livre", mas todo mundo fala "kür" mesmo (alguns fazem até sotaque de alemão).

É de praxe se colocar uma música clássica ou uma instrumental, mas puxando sempre pro instrumental clássico, se é que se pode chamar assim. Não pode ter voz, não pode ser cantado. Esse americano foi o último a entrar, e colocou um som techno total na parte de trote e galope, com uma música do Moby (que eu amo!) nas partes de passo. Foi o máximo!!!! Ouro certo! O cavalo marivolhoso, e o cara monta MUITO.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

"Pratos no espetinho"

Brasil Bronze no adestramento. Muito legal ver o Pan acontecendo no Rio, apesar de toda a alegria ter recebido um banho de água fria ontem. Sempre fico pensando no impacto que grandes provas causam na minha vida. Me fazem pensar muito nas minhas opções. Eu amo demais esses cavalos e tudo que é ligado a eles no hipismo. Sempre penso como teria sido a minha vida se eu tivesse voltado para a Alemanha em 1999. Já são oito anos e eu penso nisso todos os dias da minha vida. É impressionante, às vezes acho que não é normal. Fato é que passou a época, e agora não adianta ficar olhando para o passado pensando o que teria acontecido. Hoje não quero mais ir nas condições que eu teria ido naquela época. Cada coisa a seu tempo. Agora eu tenho que focar o hoje e ver o que eu quero hoje. Não só ver, como FAZER...

Bem disse a minha amiga Silvia - a vida é como um jogo de equilibrar pratos no espetinho. Tem um prato que desequilibrou essa semana... Achei que tava tudo certo, e não tava. Na verdade, eu nunca me enganei. Durante um tempo eu me esforcei lutando contra a minha intuição. Esse afair nunca vai me completar. Me engano em momentos, como foi o fim de semana retrasado. Mas ele sempre me chacoalha, fazendo questão de me trazer back to reality... Tenho que voltar a ouvir a minha intuição, e mais importante, acreditar nela.

Eu acho que agora o "prato da vez" é o equilibrio em si. Preciso ME equilibrar. A primeira coisa que eu tenho que fazer é descobrir o que eu quero (eu sei, Nayara, que você me fala isso toda segunda feira...). Já sei alguns "não queros" e acho que isso já me ajuda bastante, é um bom começo.

Esse findi vai ser de retiro espiritual, assim espero. Tranquilidade em terê, cachorrada, filminho, casa, dormir até tarde. Reavaliação e auto-crítica. Preciso ser forte e conseguir não ligar. Não é para fazer "joguinho", é para, de fato, começar a mudar e cortar de verdade, dentro de mim. Não quero não me sentir priorizada, importante na vida de uma pessoa. Não vou ficar "na pauta".





A foto é do cavalo Raffles, da equipe de adestramento do Canadá, montado por Andrea Bresee, ficaram em sétimo na final individual. Uma graça de cavalo... Eles estão em plena pirueta ao galope para a direita.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Estaremos algum dia satisfeitos?

Me sinto muito mais realizada afetivamente (pelo menos momentaneamente). Acho que dentro de toda a loucura por que passei nos últimos tempos, finalmente estou mais perto do equilíbrio. Vale lembrar que equilíbrio é totalmente pessoal, cada um tem o seu. O meu equilíbrio pode parecer um tanto quanto desequilibrado quando visto de fora. Mas pela primeira vez na vida estou pensando no AGORA, no HOJE. Não quero saber se estou me inclinando para um relacionamento com futuro ou sem futuro, porque na realidade, quando é o futuro? O que significa "o futuro"? E além do mais, o que é o futuro sem o PRESENTE?

Hoje eu quero sair, me divertir, curtir a minha casa, as minhas atividades, os meus amigos, o meu trabalho, encontrar gente legal, ter sexo bom, boa companhia. É pedir demais? Não quero saber se amanhã vou querer casar, ter filhos, fazer jantar, trabalhar, ter marido. Sei lá. Só sei dizer que o que tá acontecendo tá muito bom, na medida certa. O melhor de tudo é que estou segurando a onda da ansiedade, o que é quase impossível para mim. Essa parte eu não garanto por muito tempo. Mas, existe como garantir alguma coisa por muito tempo? Por algum tempo que seja?

Findi perfeito - sol, praia, amigos, chopp, namorinho....

Agora quero mais trabalho. O meu atual me desanima muitas vezes. Sei que não é exclusivo do meu "metier", mas tenho a impressão de gastar uma energia ENORME, desproporcional ao "income". Queria encontrar a tal fórmula mágica que eu sei que não é tão mágica assim. Na minha área, você mete a cara com vontade e ganha um pouco mais. Mas me pergunto se quero abrir mão do sol de domingo na praia tomando chopp... Isso também tem um preço!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Atendendo a pedidos....

Atendendo a pedidos, escrevo sobre a felicidade. Historinha de amor rolando, mas ainda muitas dúvidas no ar. Tentando controlar a ansiedade, e tendo algum êxito (diria que tendo bastante êxito). O coração bate diferente, e rolam uns suspiros durante o dia. Mas eu não consigo mais pensar somente que a vida é bela, que sofri tanto em outras ocasiões e que foi tudo besteira, porque agora estou feliz. Não é assim. Meus sofrimentos anteriores me calejaram, me marcaram muito. Durante muito tempo preferi não amar mais tanto, abrir mão das borboletas no estômago, se isso significasse sofrimento no futuro.

Ainda não sei onde estou pisando, e dou cada passo com muito cuidado, buscando um corrimão de cada lado, que não existe. É tudo muito diferente de tudo que eu já vivi. Mas se eu queria um relacionamento desprendido, é esse. Isso mostra que temos que tomar cuidado com o que queremos, pois pode acontecer. Eu ainda não consegui me entregar totalmente, e é difícil fazer isso quando o outro lado age da mesma forma. Mas a cada dia eu gosto mais de cada pequeno detalhe que passo a conhecer.

ai, ai...