quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Could have been you

If you see me walking by
hand in hand with a another guy,

know that it's true,
it could have been you.

...
When I think about it,
I'm better off with out it.

Joss Stone

Palpite da sorte, domingo 13/12/09

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Coluna da psicanálise

Por Betina

Minha amiga simplesmente não consegue se deixar amar, se envolve em relacionamentos programadamente sem futuro, com homens que não a valorizam. Agora ela encontrou o Jorge, um cara mais velho à procura de um par, alguém para compartilhar bons momentos, sem pressão de casar, ter filhos, pois isso tudo ele já fez. Um cara culto, bem sucedido, realizado, com dinheiro no bolso, que gosta de viajar e curtir a vida.

"Camila" no entanto tem milhões de pensamentos por segundo e a maioria deles vai para o lado do não vai dar certo. Ele não gosta de animais, ele é velho, ele tem filhos, ele já está em outra fase profissional, ele é careca, o que meus pais vão pensar, o que meus amigos vão achar? Questionamentos impossíveis de serem respondidos, pois afinal não há nada seguro e concreto quando se trata de relacionamentos.

Somos muito amigas, mas sinto que quando se trata deste assunto, eu, como amiga dela, não consigo ajudar, talvez minha leve irritação com o fato dela complicar uma coisa que não tem que complicar, aliada a minha extrema sinceridade, estejam prejudicando minha habilidade de dar conselhos.

Por isso peço, dê seu conselho, mas diretamente para ela.

Abraço
Betina


RESPOSTA

Camila sempre gostou de ficar só, de conviver com os animais de ama-los e respeita-los. Esse amor sempre foi recíproco, ela ama os animais e eles a amam de volta. Uma troca sincera, honesta e bonita. Muito simples.

Mas na hora de lidar com homens, essa simplicidade não acontece. Quando o homem usa e abusa da sua paciência e dos seus poderes de decifrar a mente masculina, ela sente um certo conforto. O normal é esse, esperar impacientemente uma ligação um e-mail, um sinal de vida e logo depois disso, quando percebe que não vai haver um contato, se perguntar: Ligo ou não ligo? Talvez um e-mail, ou uma mensagem de texto, ou um sinal de fumaça. Pronto, já mandei, estou aliviada...já posso voltar com minha angústia de esperar uma resposta à minha tentativa de contato. E assim o ciclo se repete....

Já sua amiga Betina nasceu procurando alguém para casar, e por isso sempre procurou parceiros para no mínimo namorar. Estava sempre à procura de alguém que ligasse no dia seguinte, para depois de algumas saídas engatar um relacionamento mais estável. Isso não significa que não tenha se dado mal muitas vezes, mas isso já é outra história.

Voltando a Camila...era uma menina, uma adolescente que não pensava em namorar, e muito menos em casar e ter filhos. Sua primeira experiência sexual foi com um rapaz mais velho, assumidamente galinha, mas ela não se importou, porque não tinha esse sonho da primeira vez....passava batida do romantismo, era pragmática.

Já mais velha, teve um namorado de faculdade, o Milton, amou, foi amada, mas acabou e ela sofreu demais. Então disse, chega, não vou mais sofrer por amor. Ai apareceu o Vicente, namoraram anos, e uma hora ela viu que realmente não dava mais para eles, eram incompatíveis. Terminou com ele e sofreu muito, mas muito mais do que sofreu quando o Milton terminou com ela. Sofreu pelo término da relação e mais do que tudo, sofreu porque ele sofreu demais, ele sofreu de um jeito egoísta e feroz: A culpa é toda dela. Eu, um pobre coitado, com um pai que gosta mais do cachorro do que de mim, uma irmã com problema psiquiátrico e uma mãe perdida no meio. É muita crueldade dela terminar comigo, ela é uma megera que me fez sofrer. E então, Camila sofreu e sofreu muito, afinal deixou de amar um homem que não era compatível com ela, que a fazia infeliz, a culpa era toda dela. E ela merecia aquele sofrimento. Mas mesmo assim, disse, nunca mais farei um homem que me ama, sofrer. É muito melhor que alguém termine comigo do que ao contrário. Portanto, eu, Camila Sardenberg, venho por meio deste documento, declarar que nunca mais farei algúem sofrer por mim. Se for para alguém sofrer por alguém qeu seja eu. Pronto, assinou, reconheceu firma e foi viver.

Ser amada é muito bom, acredite. Coragem e SEJA FELIZ!

sábado, 7 de novembro de 2009

Fiz as unhas, comprei 5 vestidos com visuais diferentes. Comprei uma cadeira nova para a minha casa.

Estou esperando você.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Dirigindo...

Enquanto dirijo, acontece de tudo na minha vida. Fui jornalista. Fiz uma lista de músicas que tem que tocar na minha festa de 35 anos. Me casei com o meu novo amor, tive até problemas com a mãe dele. Dei esporro em deus por não estar recompensando todo o meu esforço em todos os segmentos da minha vida. Chorei dirigindo, esmurrando o volante. Sofri uma conspiração da Útil. Ainda pensei em como poderia ter sido bom com outro alguém. Fui clarividente bem resolvida. Quase arranquei os cabelos, depois fui paciente. Tive alguns ímpetos assassinos, depois me arrependi. Ri de como me desesperei semana passada. Dancei com a alma, aliás fui a primeira bailarina do Municipal. Inventei uma família linda, com muitos cavalinhos. Decidi que ele pode ser só um peguete. Concluí que PA faz bem. A cabeça deu nó e deu culpa no coração. Dei esporro em aluno, afinal alguém precisa fazer alguma coisa. Vi um por do sol lindo e fiquei feliz pela oportunidade que eu não teria tido se fosse jornalista. Me arrependi por não ter ligado para uma amiga. Fiz programa de índio e peguei uma praia maravilhosa. Cantei o hino do novo amor aos berros no carro (You're simply the best...). O twitter salvou a minha vida nos engarrafamentos da obra da terê-fri. Dei fora em mala.

Ai, deu pra cansar.

Acho que preciso tirar uns dias em Búzios.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

pensamento do dia

Pequenas (ou grandes) coisas que mudaram a minha vida:
Meu N95
Meu ipod Nano
Depilação a laser
Escova progressiva
Meu cafofo

Será que só você não vai mudar na minha vida?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Domingo de tarde. Paz, tranquilidade. Sentada no sofá, ela deu uma pausa no seu estudo e pegou o seu caderninho. Aquele clima, aquele sentimento todo não permitiam tantas horas seguidas de estudo e compenetração. Era preciso sentir um pouco e agradecer por essa leveza toda. Sua casa dos sonhos - pequena, linda, aconchegante, clara, arejada. Seu jardim na entrada, com as plantas tão cuidadosamente escolhidas e plantadas a faziam pensar que se fosse para ela escolher uma hora para o mundo congelar, seria agora. Passarinhos cantando, som das árvores. O amparo do homem por quem ela esperou a vida toda. Tranquilidade, carinho, admiração. Enfim, era possível! Ele existia e estava ali ao lado dela. Tinha paz naquele lugar. Tinha carinho, aceitação. Muduro, seguro, calmo. Ela tinha o espaço dela, e ele tinha o dele. Harmonia. Os muros que ambos colocavam ao redor da sua individualidade de certa forma os preservavam das coisas que ambos consderavam menores. Com certeza ele queria ela fosse mais dele, mas o contrario também acontecia - ela queria entrar um pouco mais na vida dele. Ele fazia muita questão de manter um pouco a "distância", e isso a enervava de certa forma. Ela se sentia mais vulnerável diante dessa segurança toda, ainda que isso a amparasse. Talvez os anos a mais que ele tinha viessem acompanhados de experiência suficiente para mostrar que é isso que vai fazê-la querer cada vez mais. O que ela não sabe, é que ela também tem a fortaleza dela, que também é impenetrável, e que o faz querer estar ali, tentando constantemente desvendar o enigma.

Pra quê tantos momentos de angústia, se você sabia o tempo todo que o final seria esse?



Uma das frésias do meu jardim, com o meu novo N95

sábado, 22 de agosto de 2009

Division Bell

Sábado de glórias. Sábado de chuva. Sábado de lama. Sábado de teatro. Sábado de solidão.

Foi tomar um banho na esperança da água quente disfarçar as lágrimas, ou quem sabe, dissolver a carapaça de aço que a separava cada vez mais do mundo. Para ela, isso era inexplicável. Do auge da forma, só via as derrotas. Um era apaixonado pela ex. Um nunca se separou. Um se casou. Um nunca se entregou. Um nunca a olhou. Um sumiu. Um ficou com outra. Bons momentos com o pior de todos (ou teria sido o melhor de todos?). O mundo a sua volta se une. Parece que todos se encontram na vida. E ela continua com a mesma pergunta - o que a torna cada vez mais avessa a relacionamentos de um modo geral?

Ela tenta tirar forças do fundo sabe-se lá de onde para ir na casa da vizinha, sábado a noite, comemorar o aniversário. De casamento marcado para daqui há mais de um ano, o assunto da pauta é previsível - cor das toalhas, modelo do vestido, músicas da cerimônia, lista de convidados. Chá de panela, roupa de cama. Ganhei um edredon, já tenho máquina de lavar roupa. Bonequinhos do bolo.

Tenta se lembrar onde começou a errar, quando entrou nesse túnel estreito, de onde não consegue sair e também não enxerga a luz no final. Se lembra da amiga que recentemente lhe falou que para ela será realmente dificil. Quem vai enfrentar tanta independência, tanto desprendimento? Pensa na outra que torce mais por ela que ela mesma. Pensa nas solteiras, não quer ser como elas. Pensa nas casadas, tampouco quer ser como elas. O que ela quer da vida, afinal?

O banho acabou. As lágrimas continuam, agora mais fortes ainda que antes. Se arrependeu de ter usado o seu CD favorito como trilha sonora de uma das piores conversas que já teve, que certamente adicionou mais uma camada de aço à sua carapaça. Agora, toda vez que o escuta, agudiza aquele momento. Amanhã, apesar de ser domingo, o dia vai ser duro. Vai ser mais um daqueles que ela sabe que vai voltar para casa querendo ter alguém ao seu lado, dividindo toda a força que tem que fazer todos os dias. Ela não queria ter que ser forte, queria ser delicada, fraca, amparada, mulherzinha. Ela queria uma companhia concreta nesse momento, e não apenas o Mario Vargas Llosa. O telefone não tocou, assim como não toca há muito tempo. Ela queria seu entorpecente favorito. Ela queria piscar, e que quando abrisse os olhos, já fosse segunda feira.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

La vie en rose

Fica difícil preparar aula ao som de La vie en rose... Adoro essa música, principalmente essa versão de Piaf, linda demais.

Era o que eu queria que acontecesse comigo agora - um homem que me fizesse sentir la vie en rose

mon coeur qui bat...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

ai, sei lá.

Entende?


a gente tenta. mas nem sempre consegue...

domingo, 26 de julho de 2009

Esses tempos

Oi, minha filha. Que saudade, fui hoje à tarde na sua casa para ver se te encontrava. Que bom que você veio me ver. Decidi fazer o almoço para as amigas da sua mãe. Vou fazer camarões fritos com molho rosé na entrada. Depois disso, uma salada com alface americana, tomates e alho poró. Um frango com abacaxi e molho de abóbora, que batizei de "frango à moda tailandesa", filet mignon e batatas coradas, e arroz com amêndoas. Como foi mesmo que você fez daquela vez? Ah, sim, basta ferver as amêndoas para tirar a casca, e em seguida refogá-las. Estava uma delícia. De sobremesa, pudim de leite e salada de frutas. Mandei pegar os pratinhos com aspargos desenhados, para servir aspargos também. Mamãe sempre servia aspargos assim. Tudo simples e chique. Ah sim, claro, vai ser muito chique. Mas sem muita frescura. Nos tempos de hoje, tudo é muito mais descontraído, e muito melhor. Antigamente, na casa de vovó no Alto da Boa Vista, as refeições eram todas servidas por mordomos portugueses. Todos homens. Ela dizia que as mulheres não serviam bem. O Nogueira trabalhou muitos anos como mordomo na casa de vovó, praticamente a vida toda. Morreu bem velho. Naquele tempo vinha muita gente de portugal para trabalhar no Brasil. Os empregados domésticos eram todos portugueses.Os jantares eram servidos à mesa. Alimentos pela esquerda, bebidas pela direita. Uma chateação. Hoje é tudo muito mais prático, muito mais simples. Você soube das suas primas? Fico tão triste que não se entendam bem. Ah, minha filha, não tenho 91 anos à toa. O que falta muito ao ser humano é serenidade. Serenidade para encarar as situações, serenidade para tomar decisões. Mas isso não tem jeito, só aprendemos com a vida, com o tempo. Tomara mesmo, que se entendam logo. Gosto de ver tudo resolvido. Mas enfim, você acha que consegue vir ao almoço na quinta? Vai ser tão bom! Sim, claro, venha apenas se você conseguir. Esse corre-corre de todo dia... Hoje o pilates foi bem puxado, ela deu uns exercícios novos, foi difícil. Ok, minha filha, vá descansar. Um beijo, querida, boa noite, até amanhã.

Maria Augusta, 91 anos.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Quase

Quase entendi
Quase defini
Quase fiquei feliz

Quase consegui
Quase passei

Quase amei
Quase chorei

Tô me sentindo muito quase

Palavra engraçada, quase

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Sim, eu quero

Eu quero um homem que me banque, que me adote, que me assuma, que me mime. Eu quero poder sonhar com um encontro maravilhoso, com alguém que se apaixone por mim da maneira como eu sou. Com unhas mal feitas e cabelo de escova progressiva com raízes brancas. Com as rugas que estão nascendo no meu rosto e com esse meu jeito meio mondrongo, meio hermitão. Eu quero um homem que goste de cavalos tanto quanto eu, que goste dos meus cachorros e admire a minha profissão. Quero alguém que se junte a mim, porque junto a gente vai longe, a gente vai arrebentar. Sim, porque eu não aguento mais remar sozinha e bancar a forte e achar que é esse o caminho porque é assim que a vida é. Quero um homem que esteja do meu lado quando eu chorar. Que esteja do meu lado para cobrar, que funcione como um guarda-costas e seja o que falta em mim para aquele grande salto que eu sonho em dar. Assumo que tem coisas que homem faz muito melhor que mulher. Assumo que não vejo grandes mulheres arrebentando na minha profissão, não sozinhas. Assumo que quero chegar em casa e fazer uma sopinha para o meu amado. Quero fazer amor e sentir o que eu já senti um dia pela pessoa errada. Quero ficar nervosa quando ele entrar na pista e quero acompanhar cada passo do cavalo dele. Vai ser o nosso filho. Vai aumentar ainda mais a nossa ligação. Vai ser importante para nós dois.

Tenho direito de sonhar com isso. Tenho direito de querer isso para mim. Não consigo entender o que acontece. Sempre quis, nunca consegui. Será errado? Pode ser mais novo e se encantar com a minha maturidade. Pode ser mais velho e se apaixonar pela minha inocência. Como querer isso tudo, pensar nisso tudo e não me decepcionar? Não quero fingir que esse assunto não me afeta, que não estou nem aí. Eu tô muito aí, se você quer saber.

Tento ser diferente do que eu sempre fui. Olhar com olhos abertos. Ter cara de feliz, já que o sorriso é o que chama mais atenção. Cumprimentar todo mundo, me fazer ser vista, não ter medo.

Sim, você tem razão - ainda não mostrei para quê vim. Sempre escorregou da minha mão no final. Mas não aguento mais. Quero dar a mão para alguem, quero ter que consultar alguem para saber o que eu vou fazer mais tarde. Quero ter alguem na minha cama sexta a noite.

Quero a prova concreta que estou preparada, que sou mulher, que sou culta, que posso conversar com quase qualquer um, em quase qualquer situação (você pode até escolher a língua...). Que sei me arrumar, que vale a pena ser bonitinha e ter alguma estampa. Que aos 30 sou muito melhor que aos 20. Que sei cuidar, que sei amar. Que valeu a pena ter esperado tantos anos e ter errado tantas vezes o caminho para ter tido esse encontro perfeito. Quero dizer que a vida realmente era muito chata antes disso acontecer. Porque realmente tá um saco.

domingo, 5 de julho de 2009

Foi uma vida...


Lembro o dia que fui montá-lo pela primeira vez. Eu vestia um culote bege e uma camiseta vinho. Ali aconteceu um "bond" eterno. Saltamos juntos pela primeira vez, trotamos, galopamos, senti o seu cheiro pela primeira vez. Não lembro exatamente qual era o ano. Sei que foi há mais de 21 anos atrás. Chovia, primeiro fui na hípica, depois no Fashion Mall. Almoçamos no Viena, e depois para Vargem Grande. Saímos de lá já era noite. Alguns dias depois, você chegava em Terê para o que seria uma vida inteira juntos. Tinha um trote maravilhoso, mas uma cabecinha complicada, que não era entendida por muitos, mas eu entendia perfeitamente.

A primeira prova na hípica foi uma tragédia. Passei muitos anos me perguntando o que teria acontecido no seu passado para deixar um trauma tão forte. Você ficou transtornado quando entrou na Roberto Marinho, suava em bicas. Depois fomos nos acostumando, e fiquei muito orgulhosa quando senti que você passou a confiar em mim. Foram muitos treinos, muitas aulas, muitas provas e inúmeras vitórias. Lembro de todas as provas, as clínicas, os dias que trabalhamos no picadeiro coberto da hípica tão cheio de espelhos. Duas vezes campeões estaduais de júnior. Três vezes vice-campeões brasileiros. Eu sei que você também considera esses vices como primeiros, de fato - não tinha como concorrer com o Dartagnan. Lembra do "Paulinha Arrasadora"? Quando inveja de gente grande isso gerou...

As viagens para SP foram inesquecíveis. Me dava muita emoção assistir ao seu embarque no caminhão. Não sei como eu sobrevivia sem celular para poder ligar e perguntar se chegaram bem. No dia seguinte seria a minha vez de acordar às 4 da manhã para ir. E a melhor hora chegava quando eu te montava. Eu te conhecia tão bem, que sabia exatamente quando você iria se assustar, quando iria se irritar, quando eu podia te pedir mais que você daria.

1992 foi o nosso último ano de prova. No ano seguinte eu faria pré-vestibular e tinha ficado bem claro para mim que eu gostava de montar e gostava de você, mas não queria mais entrar em prova. Você já tinha dado os primeiros sinais da sua alergia respiratória e começamos vários tratamentos, até acertarmos com a homeopatia. Essa época me deu muita angústia.

Com a minha entrada na faculdade, começamos uma nova época. Mais light, sem cobranças. Só então admiti que outras pessoas te montassem. Afinal de contas, eu só podia montar nos finais de semana. Escapei da faculdade de tarde várias vezes para ir te ver. Você causou muito ciúme em diversos namorados, que achavam que poderiam "competir" com você pela minha atenção, tão tolinhos... Voltamos a saltar de brincadeira, passeávamos muito. Você foi examinado pelo maior nome em oftalmologia veterinária mundial - Dr. Dennis Brooks, que diagnosticou a sua uveíte facogênica. A vida tinha ficado bem mais light...

Aí, decidimos ir para o Haras. E tudo ficou bem mais divertido. Piquetes maiores, passeios diferentes, cocheiras maiores. Até que você teve um abscesso na córnea, e eu achei que no golf você estaria mais perto de mim. Mas bom mesmo, foi quando você morou na minha casa. Aquilo foi o máximo. Poder te dar boa noite e bom dia todos os dias foi a melhor coisa que aconteceu. Depois, voltamos para o Haras e me lembro da sua alegria de entrar num piquetão, você até ensaiou um corcovo!

Mas o tempo é implacável, e a idade ía mostrando os seus sinais a cada dia. Você foi ficando magrinho, apesar de todas as vitaminas que eu te dava. Mas o brilho nos seus olhos, o relincho quando escutava a minha voz e a vontade de comer nunca diminuíram. Entrar na sua cocheira, te dar um abraço e sentir o seu cheiro era uma rotina que parecia solucionar todos os meus problemas.

Sou muito feliz por ter tido você na minha vida. Sou muito honrada de você ter ficado tanto tempo ao meu lado. Fiz por você o mínimo que eu poderia fazer em troca daquele relincho doce quando eu assovia de longe e chamava "Tchakes...", tendo a certeza que as suas orelhinhas estariam de pé me procurando, mesmo que eu não estivesse vendo. Ainda bem que pude estar ao seu lado até o último segundo, porque eu sei que agora você vai estar ao meu lado em todos os momentos. Meu anjo da guarda.

terça-feira, 30 de junho de 2009

terça-feira, 23 de junho de 2009

Vai ser..

Vai ser novo
Vai ser lento
Vai ser bom
Vai ser forte
Vai ser quente
Vai dar frio na barriga
Vai fazer bem
Vai fazer bem feito
Vai ser sólido
Vai preencher
Vai completar
Vai acalmar
Vai fazer o coração disparar
Vai me fazer esquecer o passado
Vai me fazer esquecer da vida
Vai valer a pena
Vai me adotar
Vai me abraçar
Vai me cuidar
Vai me amar

terça-feira, 16 de junho de 2009

Enquanto pinto o cabelo...

Pensando e escrevendo enquanto espero dar a hora de tirar a tinta do cabelo.
Cabelos brancos, ruguinhas novas, linhas mais acentuadas... Isso tudo tem que ter valor.

Já aprendi o que dizer em várias situações, se elas acontecessem de novo.

Não quer criar expectativas? Então peça a conta, por favor.
Tá falando demais da ex-mulher? Desculpa, mas não estou tão interessada assim na vida dela, nem na que vocês tiveram juntos.
Não, meu bem, não precisa entrar em pânico, apenas esqueci uma camiseta na sua casa, o que não quer dizer que estou planejando me mudar para lá.
O cliente não pagou a conta do mês passado? Não tem problema, eu espero ele acertar para continuar o trabalho.

Sem contar, é claro, as coisas que eu aprendi mas ainda não coloquei em prática...

Por que a gente tem que apanhar para aprender?

É por essas e outras que rugas e cabelos brancos tem valor!

terça-feira, 26 de maio de 2009

"Commitment-phobic sex maniacs".

Li essa expressão num blog, e simplesmente tive que escrever pra não esquecer!
Descreve tanta coisa...

sábado, 16 de maio de 2009

Rio de Janeiro, 18 de maio de 2009

Rio de Janeiro desde ontem de noite. Hoje palestrinha na UFF, exame de compra de potros no jóquei. Visitas durante a tarde.

Fiquei impressionada como algumas pessoas buscam na religião a explicação pra muitas coisas. E como outras pessoas, apesar de se acharem tão evoluídas espirtualmente, buscam "desculpas" para sentimentos medíocres. Isso quase inviabiliza determinadas convivências sociais.

Abri a porta para o mundo, mas acho que de certo modo a Beta tem razão. Ando procurando no lugar errado. Festa estranha com gente esquisita.

domingo, 10 de maio de 2009

3.3

Clarividência.
Seguir intuitos, confiar mais na intuição.
Me desgastar menos com coisas menores.
Me dedicar mais a coisas maiores.
Saber o que vai me dar retorno.
Retornar o que vai me dar desgosto.
Gostar cada vez mais do que eu faço.
Fazer cada vez mais o que eu gosto.
Me amar mais.
Saber cada vez mais o que eu quero.
Definir.
Decidir.
Executar.
Aproveitar.
Viver.
Ser mais paciente. Ser mais direta.
Amar.
Ser amada.
Rir mais, gargalhadas.
Acreditar que vai acontecer.
Ter certeza que vou conseguir.
Enxergar, ouvir e processar.
Me conhecer mais.
Ter calma.
Ter firmeza.
Ter saúde.
Ser feliz.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

o amor

Ela finalmente descobriu o amor. O amor era aceitá-lo como ele era, sem querer mudar nada. O amor era estar 100% à vontade ao lado dele. O amor era morrer de saudade dele. O amor era gostar do cheiro e do gosto dele. Era conhecer cada centímetro do corpo dele. Era querer fazer o café da manhã enquanto ele tomava banho. Era saber que ele não cobraria dela o que ela não queria e nao podia explicar. Era a sintonia total. Era a disposição para enfrentar opiniões alheias. Era a vontade de que aquele abraço não terminasse nunca. Era ter a certeza que aquele corpo foi feito sob medida para o seu. Era querer passar cada minuto ao lado dele, mesmo que a vida durasse apenas mais dez anos. Ela tomaria conta dele, ela cuidaria dele. Ninguém faria isso melhor que ela. Ninguém faria melhor que ele. Nenhuma transa teria mais intimidade que a deles. Nenhuma língua seria tão lúcida quanto a que eles falavam entre si.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

eu te amo

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei os meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão em minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos para tomares conta
Agora conta como hei de partir


Tom & Chico


lindo demais!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Cotidianos

Desde criança escrevia muito - foram cadernos e mais cadernos de memórias. Lia muito - devorava os livros e só parava na última página. Aprendeu algumas línguas e fez faculdade de jornalismo, mesmo quando todos lhe diziam que seria mais uma jornalista desempregada. Começou como estagiária em uma editora e hoje, aos 35 anos, tem a sua própria editora, onde além de empresária, é produtora editorial. Continua escrevendo e divide os seus dias entre administração e leitura. Lê manuscritos de autores desconhecidos, lê obras que publicará e cujo projeto gráfico executará. Continua escrevendo anonimamente, como fazia desde os seus oito anos de idade. Escreve nas suas crises de insônia. São crônicas, memórias, sentimentos, desabafos.

Sua vida é uma rotina. Acorda no seu apartamento carinhosamente decorado por ela própria, algumas vezes com o namorado, uma relação antiga, estacionada. Seria o famigerado "comodismo"? Toma o seu café, faz a sua caminhada, banho, táxi e escritório. Reuniões, contador, impostos, consulta ao saldo bancário, secretária, telefone, almoço com cliente, horário de leitura e criação.

Hoje é dia da faxineira - as compras que ela fez pela internet serão entregues em casa. Na volta do trabalho ela entra em um cinema para fugir do trânsito. Chegando em casa, acende a luz, liga o som, esquenta o jantar e come sozinha. Liga para o namorado antes de dormir. É um hábito agora já antigo, e o faz mecanicamente, da mesma forma que escova os dentes antes de deitar. Como não poderia deixar de fazer, pega um livro para a última leitura do dia. Apaga a luz e dorme.

Era dia claro, cheiro de manhã, a última névoa da noite começava a desaparecer. Ela abre a porta, seus cães estão ávidos por um 'bom dia', calça as botinas por cima do jeans desbotado e sai para as cocheiras. Ela sente o cheiro do estábulo, os cavalos relincham. Ela pega o seu preferido e o prepara cuidadosamente para uma cavalgada. Sai galopando pela estrada de terra cercada por magnólias. Vai galopando sem parar, sem reparar que já não havia mais magnólias e que a estrada tornava-se mais larga. A terra batida deu lugar ao asfalto e agora ela galopava por entre os carros. Foi aí que ela se deu conta que tinha chegado ao escritório.

Acordou decepcionada. Pensou na rotina que seria o dia de hoje, exatamente igual ao de ontem e certamente igual ao de amanhã. Passou os cinco minutos iniciais do seu dia pensando em como seria bom se hoje ela pudesse pegar um carro, sair por uma estrada de terra, longe do trânsito, no meio do nada, indo pra lugar nenhum. Só ela e as idéias dela. Como seria bom sair pelo mundo afora desbravando e fugindo do seu cotidiano.Escutando o seu silêncio.

domingo, 5 de abril de 2009

Beijo na boca é boooooooooooooooom.....

Depois da sacudida geral de sexta feira, me senti mais poderosa que nunca. Saí, fui ao salão - mão, pé, depilação e sobrancelha... E comprei um vestido maravilhoso pra ir no casamento de ontem. Como fui com o meu irmão e os amigos dele, primeiro rolou uma participação especial na conversa deles. Homem adora fofocar, é impressionante... Depois, algumas biritas, e muita água. E depois beijo na boca de gatinho novo, que só terminou hoje, agora há pouco tempo. Como isso faz bem pra saúde, gente! Muito bom... Beijo na boca sem compromisso, sem expectativa, sem hora pra começar ou terminar!

ai, ai...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A vingança é um prato que se come frio...

Não, não vou te dar o prazer de me ver sexta de noite no msn.

Hoje eu estou feliz demais até pra pensar que sexta a noite no computador é uma merda. Hoje foi o meu dia de glória. Não poderia ter tido vingança melhor, mais 'tão bem planejada', sem planejamento algum. Tenho que concordar que o cosmos conspira a favor, que as coisas acontecem na hora certa (quando acontecem na hora errada, é uma merda...). Como homem é fofoqueiro... Senti pela primeira vez felicidade por provocar ciúmes.

Tá, eu sei que você ficou decepcionado, mas e daí? Você não foi um babaca o tempo todo?

Sinta a facada, and have fun, baby!

terça-feira, 31 de março de 2009

Reflexões internas

Muitos altos e baixos. Fase totalmente trabalho. Hoje me sinto veterinária e empresária. Tem um grande salto profissional. Ainda quero mais, ainda não cheguei onde eu queria chegar. Na verdade, não quero saber onde eu quero chegar, tenho sempre que ir a algum lugar. Me sinto muito mais 'gente grande' - decisões, empregados, atitudes. Ontem no final do dia, parei uns cinco minutos na janela do meu quarto no haras, e fiquei lembrando das duas primeiras vezes em que estive lá. A primeira foi visitando, aos 9 ou 10 anos de idade. Acho que ainda não tinha a hera na parede. A segunda foi para montar o Puschkin uma vez em que a Pia viajou. Essa foi a mais marcante - eu montando aquele cavalo importante, num lugar maravilhoso. Meu pai me levou, acho que fomos umas 2 vezes, talvez um sábado e domingo. Eu olhava embevecida aqueles cavalos, aquele lugar e certas pessoas. Hoje, eu comando aquele lugar, decido sobre aqueles cavalos e trabalho com as tais certas pessoas. Acordo pensando em trabalho, passo o dia trabalhando, e trabalho mais quando chego em casa. Tá muito desequilibrado, e continua não preenchendo alguma coisa que, apesar de tanto trabalho, continua vazia.

Agora que o ritmo vai começar a diminuir, algumas vezes me bate uma certa ansiedade de ficar com tempo livre, de bobeira. Dá culpa, dá medo. Dá medo desse espaço vazio aumentar.

Quanto eu vou ter que mudar para ter o que eu penso que não existe?

segunda-feira, 23 de março de 2009

Para você (outro você)

Não importa se você tá aí pensando se mandou mal ou não, ou se tá cagando solenemente para mim - agora você vai me ouvir. Então você se acha "um cara maneiro", como você mesmo disse, antenado e descolado... e que você é o máximo porque sabe o nome do álbum de determinada música do Los Hermanos. Eu sou a prega porque tive o meu momento 'supertramp'. Não, desculpe você não tem as suas preguices, Nando Reis é muito maneiro (hum, hum)...

Então vou te dizer que te achei um prego na primeira vez que entrei na sua casa e você tava tocando aquele tecladinho ridículo. Amigo, tem certas coisas que a gente não mostra nem pra nossa mãe, quanto mais pra desconhecidos. Tudo bem, você até tentou, mas cavalo odeia braquiária, que é que nem homem babaca, a praga do século.

Agora assunto sério, e eu sei que você não vai gostar de ouvir isso - mas você nem mandava tão bem assim. E eu não estou falando isso para cuspir no prato que comi. Mais uma vez, você tentou, mas não deu. Tá, eu sei, se estivesse cagando tanto assim, não estaria aqui perdendo o meu precioso tempo. Mas é o que eu preciso agora. Não vou ficar lembrando das nossas gargalhadas quando você ligou para a farmácia às 2 da madrugada perguntando se eles vendiam coca-cola. Nem dos 'momentos paparazzi'. Aliás, será que você apagou aquelas fotos? Nem de... de quê mesmo???? Tá vendo, não tem mesmo muita coisa pra lembrar de você.

E pode ficar com o seu iphone antenadíssimo porque eu sou totalmente feliz com o meu nano.

domingo, 15 de março de 2009

Lições do Findi

  1. Auto-conhecimento é tudo.
  2. Se não tá bom, melhora.

terça-feira, 10 de março de 2009

sooooooooooooooooooo tired.... exausted!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Era uma reunião do movimento. Uma reunião diferente, um lugar diferente, pessoas diferentes, uma atitude diferente. Sábado de sol, numa casa com o maior piscinão azul lá olhando pra todos, jardins de Burle Marx. Ela começava a ouvir as pessoas que diziam que ela tinha que procurar alguem diferente, em lugares diferentes. Um lugar talvez fosse ali. Só o fato de ser um programa diferente da rotina já a animava, servia como um consolo para a ausência da praia.

Ela começou a analisar os presentes. A galera da comunicação a atriu mais, claro. Atração zero pelo resto. Lembrou da irmã que sempre diz que "tem que ter alguém nesse movimento...". Ela agora quer alguém de perto, alguém que não faça tanta questão de tomar chopp com os amigos no happy hour todos os dias. Alguém que curta uma casa no campo, uma varanda e uma rede. Aí ela lembrou do web designer que fugiu da cidade grande para procurar a tranquilidade. Ela não o conhecia, ela o inventou. Ele trabalha em casa, gosta de cachorros, vai pra 'cidade grande' de vez em quando, afinal é um cara culto e gosta de ver civilização uma vez por semana (como ela...). Gosta de comida japonesa e tranquilidade. Perfeito. Ela até esqueceu o último estrupício por quem ela ainda era apaixonada.

Aí entrou uma figura diferente, interessante. Será que ele é marido de alguém? Namorado de alguém? Vamos aguardar... Até que na hora do almoço, ele solta a pérola: "a minha namorada...". Pronto, síndrome Rock in Rio (onde todos os caras gatinhos estavam acompanhados...). Bom, volta pra realidade. Foca no trabalho, afinal, era pra isso que aquelas pessoas estavam passando um lindo sábado de sol em volta de uma mesa, falando sem parar...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Renascimento

Vi a tragédia voando na minha direção - um par de cascos com ferraduras disparados a toda velocidade na altura da minha cara. Um segundo que passou em câmera lenta, mas eu não podia fazer nada - só deu tempo de pensar "fudeu"... Meu anjinho da guarda suou frio, ralou muito e conseguiu me colocar num ângulo que só pegou de raspão. Ufa! Toda vez que esbarro nas manchas roxas que ficaram de vestígio agradeço a ele. Fui até tomar um chopp pra fazer um brinde a ele! Passado o susto, pensei: "o que eu tô fazendo em pé? era para eu ter desmaiado...". Nossa, que alívio de ter o meu rostinho inteiro, só alguns roxinhos de muito leve. Gelo é um santo remédio. Recomendo imensamente, principalmente na ante véspera da festa de aniversário do ex- sei lá o quê, onde eu não iria com a aparência de estar apanhando. Quero estar linda maravilhosa. Mais uma vez, feliz. Não sei o que vai acontecer, pode ser festa estranha com gente esquisita, ou maneiríssimo. Mas vou estar feliz, junto com o meu anjinho da guarda, zeloso protetor.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

E então ela virou um anjo...

Era tanta alegria, que eu sempre me sentia pequena do lado dela. A terra realmente não era suficiente para tanta iluminação. Nunca soube de um momento de tristeza, será que existiu algum? Quantas vezes pensei em encontrá-la, mas deixei pra próxima. Infelizmente, essa não era exatamente a "próxima" que eu tinha planejado. Já ela não, ela tinha tudo planejado, tudo sob controle. Aconteceu tudo exatamente como ela quis. Estrela do início ao fim. Existiram obstáculos? Não para ela, os obstáculos eram para os outros, para os que andavam. Mexendo apenas os olhos, nunca conheci ninguém tão independente, tão inteligente. Agora é um anjo que toma conta de todos nós, que iluminou todas as vidas que cruzaram com a dela. Ela mostrou que não existem barreiras, que não adianta reclamar e ficar deprê, que a gente consegue exatamente o que a gente quer. Eu sei que você quer ver todos felizes, mas hoje ainda não dá. Choro de arrependimento por não ter aproveitado melhor a sua companhia, de não ter aprendido mais com você, de ainda me sentir pequena e presa e dependente, apesar de falar, andar, dirigir, ir e vir onde, quando e como eu quero. Choro por não conseguir não chorar, por não conseguir ser forte como você. Quero prometer que vou aprender com você, vou ser forte, vou ser alegre.