Muitos altos e baixos. Fase totalmente trabalho. Hoje me sinto veterinária e empresária. Tem um grande salto profissional. Ainda quero mais, ainda não cheguei onde eu queria chegar. Na verdade, não quero saber onde eu quero chegar, tenho sempre que ir a algum lugar. Me sinto muito mais 'gente grande' - decisões, empregados, atitudes. Ontem no final do dia, parei uns cinco minutos na janela do meu quarto no haras, e fiquei lembrando das duas primeiras vezes em que estive lá. A primeira foi visitando, aos 9 ou 10 anos de idade. Acho que ainda não tinha a hera na parede. A segunda foi para montar o Puschkin uma vez em que a Pia viajou. Essa foi a mais marcante - eu montando aquele cavalo importante, num lugar maravilhoso. Meu pai me levou, acho que fomos umas 2 vezes, talvez um sábado e domingo. Eu olhava embevecida aqueles cavalos, aquele lugar e certas pessoas. Hoje, eu comando aquele lugar, decido sobre aqueles cavalos e trabalho com as tais certas pessoas. Acordo pensando em trabalho, passo o dia trabalhando, e trabalho mais quando chego em casa. Tá muito desequilibrado, e continua não preenchendo alguma coisa que, apesar de tanto trabalho, continua vazia.
Agora que o ritmo vai começar a diminuir, algumas vezes me bate uma certa ansiedade de ficar com tempo livre, de bobeira. Dá culpa, dá medo. Dá medo desse espaço vazio aumentar.
Quanto eu vou ter que mudar para ter o que eu penso que não existe?
Agora que o ritmo vai começar a diminuir, algumas vezes me bate uma certa ansiedade de ficar com tempo livre, de bobeira. Dá culpa, dá medo. Dá medo desse espaço vazio aumentar.
Quanto eu vou ter que mudar para ter o que eu penso que não existe?