Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei os meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão em minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos para tomares conta
Agora conta como hei de partir
Tom & Chico
lindo demais!
segunda-feira, 27 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Cotidianos
Desde criança escrevia muito - foram cadernos e mais cadernos de memórias. Lia muito - devorava os livros e só parava na última página. Aprendeu algumas línguas e fez faculdade de jornalismo, mesmo quando todos lhe diziam que seria mais uma jornalista desempregada. Começou como estagiária em uma editora e hoje, aos 35 anos, tem a sua própria editora, onde além de empresária, é produtora editorial. Continua escrevendo e divide os seus dias entre administração e leitura. Lê manuscritos de autores desconhecidos, lê obras que publicará e cujo projeto gráfico executará. Continua escrevendo anonimamente, como fazia desde os seus oito anos de idade. Escreve nas suas crises de insônia. São crônicas, memórias, sentimentos, desabafos.
Sua vida é uma rotina. Acorda no seu apartamento carinhosamente decorado por ela própria, algumas vezes com o namorado, uma relação antiga, estacionada. Seria o famigerado "comodismo"? Toma o seu café, faz a sua caminhada, banho, táxi e escritório. Reuniões, contador, impostos, consulta ao saldo bancário, secretária, telefone, almoço com cliente, horário de leitura e criação.
Hoje é dia da faxineira - as compras que ela fez pela internet serão entregues em casa. Na volta do trabalho ela entra em um cinema para fugir do trânsito. Chegando em casa, acende a luz, liga o som, esquenta o jantar e come sozinha. Liga para o namorado antes de dormir. É um hábito agora já antigo, e o faz mecanicamente, da mesma forma que escova os dentes antes de deitar. Como não poderia deixar de fazer, pega um livro para a última leitura do dia. Apaga a luz e dorme.
Era dia claro, cheiro de manhã, a última névoa da noite começava a desaparecer. Ela abre a porta, seus cães estão ávidos por um 'bom dia', calça as botinas por cima do jeans desbotado e sai para as cocheiras. Ela sente o cheiro do estábulo, os cavalos relincham. Ela pega o seu preferido e o prepara cuidadosamente para uma cavalgada. Sai galopando pela estrada de terra cercada por magnólias. Vai galopando sem parar, sem reparar que já não havia mais magnólias e que a estrada tornava-se mais larga. A terra batida deu lugar ao asfalto e agora ela galopava por entre os carros. Foi aí que ela se deu conta que tinha chegado ao escritório.
Acordou decepcionada. Pensou na rotina que seria o dia de hoje, exatamente igual ao de ontem e certamente igual ao de amanhã. Passou os cinco minutos iniciais do seu dia pensando em como seria bom se hoje ela pudesse pegar um carro, sair por uma estrada de terra, longe do trânsito, no meio do nada, indo pra lugar nenhum. Só ela e as idéias dela. Como seria bom sair pelo mundo afora desbravando e fugindo do seu cotidiano.Escutando o seu silêncio.
Sua vida é uma rotina. Acorda no seu apartamento carinhosamente decorado por ela própria, algumas vezes com o namorado, uma relação antiga, estacionada. Seria o famigerado "comodismo"? Toma o seu café, faz a sua caminhada, banho, táxi e escritório. Reuniões, contador, impostos, consulta ao saldo bancário, secretária, telefone, almoço com cliente, horário de leitura e criação.
Hoje é dia da faxineira - as compras que ela fez pela internet serão entregues em casa. Na volta do trabalho ela entra em um cinema para fugir do trânsito. Chegando em casa, acende a luz, liga o som, esquenta o jantar e come sozinha. Liga para o namorado antes de dormir. É um hábito agora já antigo, e o faz mecanicamente, da mesma forma que escova os dentes antes de deitar. Como não poderia deixar de fazer, pega um livro para a última leitura do dia. Apaga a luz e dorme.
Era dia claro, cheiro de manhã, a última névoa da noite começava a desaparecer. Ela abre a porta, seus cães estão ávidos por um 'bom dia', calça as botinas por cima do jeans desbotado e sai para as cocheiras. Ela sente o cheiro do estábulo, os cavalos relincham. Ela pega o seu preferido e o prepara cuidadosamente para uma cavalgada. Sai galopando pela estrada de terra cercada por magnólias. Vai galopando sem parar, sem reparar que já não havia mais magnólias e que a estrada tornava-se mais larga. A terra batida deu lugar ao asfalto e agora ela galopava por entre os carros. Foi aí que ela se deu conta que tinha chegado ao escritório.
Acordou decepcionada. Pensou na rotina que seria o dia de hoje, exatamente igual ao de ontem e certamente igual ao de amanhã. Passou os cinco minutos iniciais do seu dia pensando em como seria bom se hoje ela pudesse pegar um carro, sair por uma estrada de terra, longe do trânsito, no meio do nada, indo pra lugar nenhum. Só ela e as idéias dela. Como seria bom sair pelo mundo afora desbravando e fugindo do seu cotidiano.Escutando o seu silêncio.
domingo, 5 de abril de 2009
Beijo na boca é boooooooooooooooom.....
Depois da sacudida geral de sexta feira, me senti mais poderosa que nunca. Saí, fui ao salão - mão, pé, depilação e sobrancelha... E comprei um vestido maravilhoso pra ir no casamento de ontem. Como fui com o meu irmão e os amigos dele, primeiro rolou uma participação especial na conversa deles. Homem adora fofocar, é impressionante... Depois, algumas biritas, e muita água. E depois beijo na boca de gatinho novo, que só terminou hoje, agora há pouco tempo. Como isso faz bem pra saúde, gente! Muito bom... Beijo na boca sem compromisso, sem expectativa, sem hora pra começar ou terminar!
ai, ai...
sexta-feira, 3 de abril de 2009
A vingança é um prato que se come frio...
Não, não vou te dar o prazer de me ver sexta de noite no msn.
Hoje eu estou feliz demais até pra pensar que sexta a noite no computador é uma merda. Hoje foi o meu dia de glória. Não poderia ter tido vingança melhor, mais 'tão bem planejada', sem planejamento algum. Tenho que concordar que o cosmos conspira a favor, que as coisas acontecem na hora certa (quando acontecem na hora errada, é uma merda...). Como homem é fofoqueiro... Senti pela primeira vez felicidade por provocar ciúmes.
Tá, eu sei que você ficou decepcionado, mas e daí? Você não foi um babaca o tempo todo?
Sinta a facada, and have fun, baby!
Hoje eu estou feliz demais até pra pensar que sexta a noite no computador é uma merda. Hoje foi o meu dia de glória. Não poderia ter tido vingança melhor, mais 'tão bem planejada', sem planejamento algum. Tenho que concordar que o cosmos conspira a favor, que as coisas acontecem na hora certa (quando acontecem na hora errada, é uma merda...). Como homem é fofoqueiro... Senti pela primeira vez felicidade por provocar ciúmes.
Tá, eu sei que você ficou decepcionado, mas e daí? Você não foi um babaca o tempo todo?
Sinta a facada, and have fun, baby!
Assinar:
Postagens (Atom)