Esse ano estou tentando fazer diferente. Longe do fundo do poço, mas também não olho pra frente. Quer dizer, olho pra frente sim, mas pra frente agora e hoje. Ser feliz, ser positiva, ter confiança. Não olho pra frente longe, mas uso os óculos de perto!
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Mais um fim de ano
Esse ano estou tentando fazer diferente. Longe do fundo do poço, mas também não olho pra frente. Quer dizer, olho pra frente sim, mas pra frente agora e hoje. Ser feliz, ser positiva, ter confiança. Não olho pra frente longe, mas uso os óculos de perto!
sábado, 13 de dezembro de 2008
The day after
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
casamento mexe com a cabeça da mulher (já dizia Cafusa...)
domingo, 16 de novembro de 2008
Crônica de Mario Prata - As Mulheres de Trinta
“Uma
A
A
O
A
Chegam
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Novo amanhã
Se não vou pensar em você, vou trabalhar muito e estudar também. São opções muito melhores do que gastar o meu tempo com você. Afinal, tenho tanta coisa para estudar, tanta coisa acumulada. Vou concertar aquela lâmpada do escritório que tá me dando nos nervos. Termino esse livro da Isabel Allende, ótimo por sinal, essa semana ainda. E juro que só vou começar uma nova tarefa quando tiver terminado a tarefa prévia, e não vou chegar ao final não-sei-de-que, que nem mesmo tinha começado, sem me lembrar o que eu tava fazendo mesmo antes?
Vou mentalizar em cada coisa que eu estiver fazendo.
Pausa -
Você não vai acreditar - estou aqui escrevendo e começa a tocar "vou cuidar, cuidarei muito bem dele, eu vou cuidaaaaaaaaar do seu jardim...". Ironias do acaso! Te zoei tanto com isso. Aliás, a melhor coisa que você me deixou foi o Nano. Estou in love com o meu i-pod. Muito obrigada por ter me dito que eu teria uma qualidade de vida melhor quando eu tivesse um. Você tinha razão.
E como você não vai mesmo bater na minha porta - estou cagando pra você, seu mané.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Carta para um certo alguém
Você é doente e precisa se tratar. Não quero mais me submeter aos seus caprichos de menino mimado. Qualquer um diria que você é um babaca. Eu digo que você é um reflexo da vida que te deram desde que você existe. Eu sou capaz de entender. Talvez isso seja amor, o que eu nunca soube de verdade o que é. Eu sei que a nossa sintonia é ótima, que você seria o meu companheiro ideal. Talvez seja difícil encontrar outro com uma sintonia tão afinada, embora não seja impossível.
Não posso aceitar as suas atitudes. Não existe ciúme, nem posse. Existe uma auto-estima que resolveu se aflorar, se manifestar. Não é essa auto-estima que me faz ir ao salão cortar o cabelo, ou colocar uma roupa bonita. É a que me faz querer ser especial, querida, única.
Por isso, e por muito mais, te imploro - me deixe em paz. Não me procure, nem nos meus sonhos.
domingo, 24 de agosto de 2008
LF Veríssimo
“Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou, ainda joga; quem quase passou, ainda estuda; quem quase amou, não amou!
Basta pensar nas oportunidades que se escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel, por essa maldita mania de viver no Outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima; o amor enlouquece; o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance.
Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti.
Gasta mais horas realizando, que sonhando...
Fazendo, que planeando...
Vivendo, que esperando...
Porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive, já morreu...”
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Europa 2008
Amsterdam
18 horas.
Praça do Ryks.
Não comprei o caderninho no Rembrandt. Comprei aqui.
Amei essa cidade. Civilazação legalize. Não ter medo de polícia. Pessoas felizes, educadas. Todas as tribos. Harmonia. Diversão para todos os gostos.
É incrível andar no meio de uma praça sem ter medo de ser assaltada, sem ficar "ligada na pivetada". É claro que tem que ficar ligada. Vi poucos malucos, proporcionalmente menos que no Rio. Não fui no Red Light Zone. Fiquei no "BG" Leidesplein e arredores.
Lembrei do papel do "EU QUERO". Vou reler quando chegar em casa. Acho que já consegui muita coisa.
Vou escrevendo sem ordem.
Parque - demais. Sol. Galera civilizada e tranquila. Sem pagode. Não vi lixo jogado apesar de vários piqueniques rolando.
Cavalos - Eurocommerce é nota 100. É o que eu queria que fosse o Haras Boa Fé. Me deu muito ânimo para voltar a trabalhar. Os mesmos problemas estarão lá. Mas eu vou estar diferente. França foi ótimo, mas não estaria feliz se tivesse ido para trabalhar lá. Não quero ser mão de obra barata. Já tive a minha cota.
As cores estão lindas. Sinto falta de fotografar.
Sem hipocrisia - me sinto muito mais preparada para trabalhar com cavalo. Não tanto na veterinária, mas no mundo da criação, do manejo de cavalo.
Virei páginas de várias relações, reset total.
PARIS
Chegada estressante, com humor e sansacional. A sensação "estar em Paris" é maravilhosa. Ficou cansativo. No geral foi muito bom.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Europa 2008
Turning point na minha vida.
Experiência única.
O silêncio da própria voz.
Ouvir o mundo e o interior.
Principalmente o interior.
O que eu quero - ler a mim mesma, sem falar com ninguém.
Sempre nos extremos do rural/urbano. Até na Europa. Gostei da Holanda. Amei o GPS (sonho de consumo...).
Devia ter começado a escrever antes, no início da viagem. Que vacilo...
Fiquei estarrecida com o Eurocommerce. Deu até vontade... Vi que não quero morar na Europa. Não quero vir sozinha. É uma coragem que aos 23 eu teria, mas aos 32 não tenho mais. Meus projetos no Brasil estão rolando bem. Agora quero aplicar neles, pra poder vir mais vezes. Vi como adoro ficar sozinha.
Quantas vezes me peguei tão feliz, mas tão feliz, que dava até uma certa culpa (tratei mais que rapidamente mudar o assunto mental). Aliás, como se fala em silêncio. Chega a ser cansativo. Celular off. Retornando ao interior depois de alguns dias falando verbalmente.
Vou comprar um caderninho lá na casa do Rembrandt.
Demorô.
La tertulia.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Atualizações
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Pois é....
Será que foi porque é a semana do "dia dos namorados"? Será que sou muito independente? Será que eu assusto? Será que eu não sei de nada, e na verdade ele não gostou? Não faço drama e não tô sofrendo por isso. Passou a fase da angústia, da ansiedade. Entrou a fase da curiosidade - que porra é essa???
Não sou do time que acha "falta de respeito" o cara não ligar no dia seguinte. Sou do time que acha que se o cara gostou de um fim de semana junto - dormir às 3 da manhã, acordar às 11, transar várias vezes de manhã, tomar café na varanda, pedir pra você ficar um pouco mais - ele vai mandar um sinal de fumaça - um torpedo perguntando se eu cheguei bem em terê.
Tá - ele pode estar atolado de trabalho. Mas não justifica. Caído. Mandou mal. Não tem como não lembrar da época do "desapegado".
Esse era pra ser diferente. Depois dizem que mulher é complicada.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Alegria
domingo, 11 de maio de 2008
Luto
As coisas têm sido muito difíceis. Não posso reclamar, tenho saúde, família, trabalho. Me agarro ao meu trabalho como minha única salvação. Mas por outro lado, tem uma solidão interna, uma angústia, que é uma coisa muito funda. Há muito tempo tem um peso, uma tristeza, que talvez seja difícil de justificar. Será que ser solteira e estar absolutamente sozinha seja a resposta? Não consigo me livrar dos meus "fantasmas", não consigo virar as páginas, sacudir a poeira. Às vezes até acho que vou conseguir, mas é ilusão. Parei a análise pra juntar dinheiro, e vou fazer uma mega viagem pela Europa. A primeira pergunta que me fazem, antes mesmo de quererem saber para onde, é: "sozinha?". Sozinha. A primeira parte é com uma melhor amiga. O resto é sozinha. Eu e a minha mala.
Quero ser capaz de esquecer tudo que vem me perseguindo por tanto tempo. Mas sei que é uma perseguição mental, e não física. E que não adianta fugir, porque quando eu voltar, vai estar tudo aqui no mesmo lugar.
Uma paixão marcante de alguns anos atrás voltou a me procurar. É muito reticente, como não poderia deixar de ser, e não sei quais são as intenções. Mas foi um desses que quando acontece, faz o sol ficar mais quente, o dia mais bonito, as estrelas mais brilhantes. Foi ilusão e o sol voltou a ficar frio, os dias feios e as noites nubladas. Ele me deixa um recado dizendo que sou especial.
O outro me manda um recado no dia seguinte, pedindo desculpas porque esqueceu, mas me deseja tudo de melhor na vida. Não poderia ter ligado? Não poderia ter lembrado?
Enquanto isso, repasso mentalmente todos os momentos com o que mais me fez ser feliz ultimamente. Era com ele que eu era eu de verdade. Era com ele que eu queria estar agora. Queria ligar e saber o que ele tá fazendo, se pensa em mim.
Quando a auto-estima é baixa, e você se sente um cocô, dá pra entender porque ninguém se aproxima. Mas e quando vc se sente bonita, capaz, descolada? Como explicar que todos ao seu redor te acham especial, e você continua na solidão?
sábado, 5 de abril de 2008
Querido diário,
Trabalho pra casseta, e hoje vi resultados. Foi o resultado de empenho, dedicação, transposição de obstáculos. Por que não posso ter a mesma atitude em relação à vida pessoal? Me empenhar, me dedicar, transpor obstáculos?
Queria chegar em casa e ter um recado carinhoso à minha espera. Seria o bastante para me fazer feliz, confortada.
A Babá está internada, morrendo. Muito velhinha e muito doente. Cuidou muito de mim, a minha vida quase toda. Quando a minha mãe não tava, às vezes deixava de ir ao colégio porque ela ficava com pena de me acordar. Fazia o melhor feijão. Tenho muito carinho por ela, mas infelizmente não tinha mais muito contato. Ela foi morar com a família dela. Estava há muito tempo planejando uma visita com a minha irmã, mas éramos sempre "muito ocupadas". Hoje me arrependo muito de não ter ido visitá-la quando ela ainda estava bem, e quando teria ficado tão feliz por nos ver. Como são tristes essas partidas. Quero muito que ela não sofra muito tempo. Temos que lembrar que a vida passa, sempre.
Hoje virou diário.
terça-feira, 1 de abril de 2008
O Um e o Outro
Ela finalmente conseguiu ficar uma semana sem o Outro também. Solidão mais profunda. A essa altura, o Outro também a deixou por uma semana. Quando, um dia, se manifestou. "É engraçado o que a vida faz da nossa vida - ela afasta, ela tira...". Ela então falou para o Outro o que queria ter dito para o Um. O sol voltou a brilhar. Mas uma nuvem o cobre em pouco tempo. O Um deu uma resteira na auto-estima dela, e o outro não foi capaz de ajudar, apesar de ter se esforçado. Ela não sabe por que não consegue. Mas ela sabe que a vida está do lado de lá da porta. Bastaria colocar a mão na maçaneta e girar. O mundo está lá, mas não espera por ninguém. Ela pode dar um pulo e fazer parte dele. Mas ela não consegue. Continua paralisada. E fala com o Outro, como se ele fosse resolver os problemas dela. Ela sabe que ele não vai, e nem ela gostaria que fosse ele a preencher essa vaga.
Ela vai dormir pensando: por que? Por que?
quarta-feira, 26 de março de 2008
O que eu quero
Outro dia, fazendo o meu mapa astral, a astróloga falou que eu preciso mentalizar o que eu quero nos meus relacionamentos.
Cheguei a uma conculsão: eu não sei o que eu quero de fato.
Quero um homem que me priorize. Que me pegue no colo. Que se preocupe comigo. Que me admire por ser empresária e forte no meu trabalho, mas que saiba que eu vou chorar um dia quando chegar em casa. Quero que ele saiba o que me dizer nesse dia. Não precisa me ligar todos os dias, muito menos o dia inteiro. Que não me despreze, que eu não seja descartável. Que seja orgulhoso da minha companhia. Que abra a porta do carro para eu entrar. Que se lembre de mim no meio do dia dele. Que me veja mulherzinha, e que seja homem com H maiúsculo. Engraçado, química louca acima de tudo, que me desperte tesão e admiração.
É pedir demais?
quinta-feira, 20 de março de 2008
Semana terminando
Semana passada fiz o meu mapa astral. Ela falou da minha habilidade de "ressurgir do fundo do poço". Sofro muito com as coisas, mas chega um momento em que eu dou o meu basta. Foi o que eu decidi fazer ontem. Foi uma cagada, mas vamos em frente. Estou procurando pensar na lição aprendida (consolo...) e mentalizando a seguinte frase:
segunda-feira, 17 de março de 2008
Semana começando
Carro na oficina, exame de sangue, trabalho em casa no computador. Deixei os arquivos importantes abertos para já começar o dia trabalhando em cima deles.
Estudar, concentrar, trabalhar, produzir. Ter resultados.
Mantras do dia.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Friday night
Ah... como seria bom....
domingo, 2 de março de 2008
Só mesmo ela...
Faz a lista, contrata o buffet, encomenda flores para a decoração, tendas, toldo para a parreira com folhas de bananeira. E porque não aquele sambinha tão animado? Afinal de contas, ela adorou. E o dia chegou. Ela fez 90 anos! Formas física, psicológica e intelectual invejáveis. Não havia ninguém tão feliz, ninguém tão emocionado, ninguém tão lúcido, fino, elegante como ela. Juntou todas as tribos. Ressentimentos do passado ficaram do lado de fora do portão. E ela caiu no samba, aos 90 anos.
Eu acho que essa deve ser a receita da longevidade - felicidade, simplicidade, inteligência emocional. Um exemplo para os 90 convidados presentes.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Será o arco-íris?
Quero te esquecer. Hoje você ainda me faz ter medo de felicidade. Quero que as lembranças venham em forma de "uso". Te usei durante um ano e meio. Te usei e agora te descartei. Não me persiga, não insista, me deixe em paz.
Depois da tempestade, vem um arco-íris de felicidade.
O de hoje ainda foi tímido, mas um dia será reluzente.
P.S. - E por falar em arco-íris, não me enche mais o saco com Boa-Fé. É Boa Fé mesmo. Sem hífem.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Vai mudar....
Estou sentindo a mudança batendo na porta. Por que tenho que ser sempre assim? Então é verdade que no fundo do poço tem uma mola? Acho que toquei nela, e estou começando o impulso da subida. A velocidade ainda está lenta, mas talvez seja melhor assim.
Aliás, o título do post está errado. Vou mudar!
sábado, 26 de janeiro de 2008
A vida continua.... pelo menos é o que dizem

Era um tanque de guerra. Cativou todos que passaram perto dele, até os indiretamente envolvidos. Relinchava TODAS as vezes que me via, sabia que ganharia um biscoito. Vinha do piquete quando eu chamava. Era um vendido, fazia essas coisas com quase todos, mas me faz bem achar que era só pra mim. Voava sobre os obstáculos. E só quem teve o prazer se sentar na sua sela é que sabe a onipotência dele. Ele sabia que era o melhor. Ele não escondia isso de ninguém. Inteligente. Limpo. Personalidade exclusiva. Nunca deu um coice de propósito para acertar ninguém. Sua arma era o rabo, que parecia ter metros de comprimento, e mira certeira. Depois da rabanada, a cara de sonso - quem, eu? ah, desculpe...
Movia o dia-a-dia de muita gente. Todos envolvidos no seu cotidiano, ou no cotidiano do seu proprietário, cujo humor variava em função de um simples cavalo. "Como está o Gray?" - era a pergunta feita pelo segurança, pela recepcionista, pela secretária. Na verdade, o intuito era saber como estaria o poderoso chefão.
O olhar te abraçava, te consolava. Como se fosse um homem com H. Ele sabia que era tudo dele, tudo pra ele. Gostava do que fazia. Saltava com prazer, nunca por obrigação. Saía da pista realizado. Foi um guerreiro a vida toda. Sentiu muitas dores, e voltou a saltar, sem que tivéssemos descoberto exatamente qual era o seu problema. Melhorava, e metia bronca. Nunca "negou fogo". Nunca deu um refugo, mesmo que estivesse tudo errado. Fazia a cara de "deixa comigo, mas se segura aí em cima". Não gostava de saltar pequeno, e realmente não saltava pequeno... Ele nunca desistiu, e por isso, ninguém nunca desistiu dele. Era o desafio diário de todos.
De cima dele, a vida mudava. Ele tinha o poder de te fazer sentir capaz de fazer qualquer coisa na vida. Ou não. Se eu monto o Gray, monto qualquer cavalo. Se eu coleto o Gray, coleto qualquer cavalo.
Se eu curasse o Gray, curaria qualquer cavalo.
Desculpa, não deu tempo. Mas eu tentei o melhor que pude.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
E o ano começa...
DESEJOS
Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.
(Carlos Drummond de Andrade)