domingo, 24 de agosto de 2008

LF Veríssimo

Não sei se já postei esse texto do Veríssimo. É bárbaro!

“Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou, ainda joga; quem quase passou, ainda estuda; quem quase amou, não amou!

Basta pensar nas oportunidades que se escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel, por essa maldita mania de viver no Outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.

Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.

A paixão queima; o amor enlouquece; o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance.

Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti.

Gasta mais horas realizando, que sonhando...

Fazendo, que planeando...

Vivendo, que esperando...

Porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive, já morreu...”

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Europa 2008

Resolvi dar uma pausa no ritmo maluco de trabalho, e enquanto espero o hipismo começar na televisão, vou atualizar mais um capítulo da minha viagem.

Amsterdam

18 horas.
Praça do Ryks.

Não comprei o caderninho no Rembrandt. Comprei aqui.

Amei essa cidade. Civilazação legalize. Não ter medo de polícia. Pessoas felizes, educadas. Todas as tribos. Harmonia. Diversão para todos os gostos.

É incrível andar no meio de uma praça sem ter medo de ser assaltada, sem ficar "ligada na pivetada". É claro que tem que ficar ligada. Vi poucos malucos, proporcionalmente menos que no Rio. Não fui no Red Light Zone. Fiquei no "BG" Leidesplein e arredores.

Lembrei do papel do "EU QUERO". Vou reler quando chegar em casa. Acho que já consegui muita coisa.

Vou escrevendo sem ordem.

Parque - demais. Sol. Galera civilizada e tranquila. Sem pagode. Não vi lixo jogado apesar de vários piqueniques rolando.

Cavalos
- Eurocommerce é nota 100. É o que eu queria que fosse o Haras Boa Fé. Me deu muito ânimo para voltar a trabalhar. Os mesmos problemas estarão lá. Mas eu vou estar diferente. França foi ótimo, mas não estaria feliz se tivesse ido para trabalhar lá. Não quero ser mão de obra barata. Já tive a minha cota.

As cores estão lindas. Sinto falta de fotografar.

Sem hipocrisia - me sinto muito mais preparada para trabalhar com cavalo. Não tanto na veterinária, mas no mundo da criação, do manejo de cavalo.

Virei páginas de várias relações, reset total.

PARIS
Chegada estressante, com humor e sansacional. A sensação "estar em Paris" é maravilhosa. Ficou cansativo. No geral foi muito bom.


quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Europa 2008

Amsterdam, 03/07/08

Turning point na minha vida.
Experiência única.
O silêncio da própria voz.
Ouvir o mundo e o interior.
Principalmente o interior.

O que eu quero - ler a mim mesma, sem falar com ninguém.

Sempre nos extremos do rural/urbano. Até na Europa. Gostei da Holanda. Amei o GPS (sonho de consumo...).

Devia ter começado a escrever antes, no início da viagem. Que vacilo...

Fiquei estarrecida com o Eurocommerce. Deu até vontade... Vi que não quero morar na Europa. Não quero vir sozinha. É uma coragem que aos 23 eu teria, mas aos 32 não tenho mais. Meus projetos no Brasil estão rolando bem. Agora quero aplicar neles, pra poder vir mais vezes. Vi como adoro ficar sozinha.

Quantas vezes me peguei tão feliz, mas tão feliz, que dava até uma certa culpa (tratei mais que rapidamente mudar o assunto mental). Aliás, como se fala em silêncio. Chega a ser cansativo. Celular off. Retornando ao interior depois de alguns dias falando verbalmente.

Vou comprar um caderninho lá na casa do Rembrandt.

Demorô.

La tertulia.

Eurocommerce