domingo, 19 de agosto de 2007

Há muito tempo não escrevo. E tem tanta coisa acontecendo. Aliás, tem sempre tanta coisa acontecendo... Se o Pan mexeu comigo, o Athina Onassis nem se fala. O congresso da Abraveq no finde seguinte mexeu mais ainda. Me deu até vontade de morar no interior de São Paulo... Tudo ilusão, muita ilusão. Tenho que estudar mais, me focar mais. A vida é dura pra todos, não tem moleza.

Penso agora no que me disse uma vez um cliente. Ele é cirurgião plástico, e de tanto convívio com a mulherada, diz que vai escrever um livro sobre as mesmas. Bom, a definição dele para amor é a seguinte (não necessariamente nessa ordem): amizade, admiração e sexo. Até hoje não encontrei mais nada para completar essa definição. Respeito, talvez, mas acho que isso é consequencia.

Já vivi situações de amizade e admiração, sem sexo. De sexo, sem amizade (nem admiração). De amizade e sexo, sem admiração. Nenhum desses foi amado. Hoje vivo admiração, amizade e sexo. Mas também não é amor. Acho que vivo isso na minha cabeça. Sem disponibilidade, também não pode ser. Talvez a inércia dele faça a admiração diminuir, ou até mesmo a amizade. Não queria que isso acontecesse, mas nesse caso, é o melhor que pode (e vai) acontecer.

A terapia tá acabando comigo. Sou uma monstra comigo mesmo! E não consigo descobrir como mudar. Insegura e medrosa. Fatos novos na mão e sem saber o que fazer com eles.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Depois da tempestade...


O título deveria ser "depois de TPM...", mas vou deixar como tempestade mesmo. Semana passada foi inferno astral total. Afetivo e profissional. Desânimo, descrença, pentelhada, sem paciência nem com a minha própria sombra. É horrível ficar assim. Apelei pro homem mais calmo do mundo, quem eu deveria visitar com mais frequencia. E até ele me deu esporro. Eu tenho que gostar mais de mim mesma. Se eu não fizer isso, quem vai? A minha companhia tem que ser agradável para mim mesma. Estou ultra refratária para relacionamentos, mas me abri para a profissão (isso acontece de vez em quando...). Tenho que estudar mais, investir mesmo, independente do que vem em retorno, o que é muito difícil de fazer todo o tempo. Acredito no retorno (pelo menos hoje...).

De repente tudo clareou - vou fazer consulta em São Paulo, fiz uma transferência de embrião sozinha pela primeira vez, me senti capaz, o louco me ligou (e eu caguei...). Isso é importante. Lições da semana, tanto da terapia quanto do homeopatia: eu preciso saber o que eu quero, e agir de acordo. Talvez eu até saiba o que eu quero, mas acabo agindo totalmente inverso, ainda não sei porque.

O Pan mexeu comigo. Amo provas fortes, amo ver gente boa montando. Me fez pensar porque, pela milionésima vez, optei por voltar para o Brasil. Já falei isso aqui. Agora passou. Seria excelente administradora de Haras, manège. Já faço isso aqui, em uma escala menor. Faria lá fora em uma escala maior, feliz da vida. Pelo menos na minha imaginação, que é sempre muito diferente da realidade. Eu sei a realidade, e ela é muito dura. Muita responsabilidade, muita cobrança, provas todo fim de semana. Como não é a vida do Rodrigo Pessoa? O cara tem equipes de cavalos, saltando em diferentes lugares da Europa todo santo fim de semana. Nas semanas antecedentes ao Pan o itinerário do cara foi (cada finde em um lugar): La Baulle, Cannes, Aachen (maior concurso do mundo), folga, Panamericano no Rio, e fim de semana que vem tem o Athina em SP. Romântico? trabalheira! Provavelmente no outro ele já tem alguma coisa agendada. Para ele chegar e saltar, ele tem toda uma equipe que cuida de qual cavalo salta onde, inscrição, material, comida, tratador, veterinário, qual caminhão vai para onde, etc., etc., etc., Ufa! E ele monta que nem um príncipe, é educado, atencioso. Foi prata mas É ouro. A foto é dele, claro!