quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Para um certo alguém...

Eu espero um acontecimento só que quando anoitece
Festa no outro apartamento
Todo amor vale quanto brilha, aí e o meu brilhava
Brilho de jóia e de fantasia
Que há com nós o que que há
Com nós dois amor me responda depois
Me diz por onde você me prende por onde foge
E o que pretende de mim
Era fácil nem dá pra esquecer aí, e eu nem sabia
Como era feliz de ter você
Como pode queimar nosso filme
Um longe do outro morrendo de tédio e de ciúme
O que é que há com nós
O que é que há com nós dois amor me responda depois
Me diz por onde você me prende, por onde foge
E o que pretende de mim
Eu espero, como pode queimar nosso filme

Marina Lima - Acontecimento

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Então é Natal

Não posso deixar de comentar. É Natal. Eu tento agir naturalmente, como se nada de mais estivesse acontecendo. Não tenho espírito natalino já há muito tempo. Não compro presente, não dou presente e quase não ganho. Juro que não ligo. Às vezes acho que deveria dar um presente a uma ou outra pessoa, que deveria fazer uma listinha, porque eu posso não ligar, mas as pessoas gostam. Ano passado ganhei o Claus quando fui dar um presente de Natal. Talvez esse seja o maior indício de que deveria dar presentes. Mas odeio "ter" que comprar um presente, eu gosto de olhar uma coisa, e saber que é a cara da pessoa que vai ganhá-lo, e isso não precisa acontecer numa data específica (vale pra aniversário também).

Natal e Ano Novo são as datas que escolhi para reflexões e renovações. Na verdade, o processo se inicia no Natal, para ser executado no Ano Novo. Poderia também ser no aniversário (quem sabe não adoto o aniversário como a época de revisão?). Então é Natal, e o que você fez? Mais ou menos isso. Fiz bastante coisa esse ano, sem dúvida. Mas está ainda muito aquém do que eu quero. Aliás, continuo não sendo aquela pessoa que sabe exatamente o que quer. Por motivos financeiros, me dei férias na análise. Também achei que estava tudo mais ou menos controlado, e que não teria muito problema fazer uma pausa, confesso que quase tive síndrome do pânico domingo e segunda... mas vamos lá, respira fundo que o oxigênio faz bem aos neurônios.

Bom, a retrospectiva. 2007 foi um ano de mudanças profissionais, investimentos e tal, o que me deixou um tanto quanto "quebrada". Sentimentalmente, foi meio desastroso. Achei que fosse fechar bem, mas aparentemente não é o que está acontecendo. Acho que essas coisas todas levam à resolução mais importante para 2008: auto-valorização. Tem que começar por mim. Vou saber cobrar, vou ser mais decidida, vou ser aquela pessoa que sabe o que quer.

Hoje ouvi assim: "Cuidado com os seus sonhos. Eles podem se tornar realidade."
Vou tomar banho, quando voltar, vou começar a trabalhar em cima disso.

Happy New Year!




sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Atualização

Decidi colocar um pouco dos assuntos em dia. Desde setembro não apareço por aqui. Hoje acordei bem mais cedo que o necessário, na verdade não é bem isso, mas tenho que pegar exames no laboratório e só pode ser depois das 9. Então, vou dar uma atualizada. Finalmente tenho um embrião confirmado na receptora!!!!! Infelizmente, não foi da Pimpi, que "cedeu" uns 10 embriões pras minhas tentativas frustradas. Mas felizmente foi da Elise, irmão inteiro do potrinho que morreu de maneira tão estúpida no ano passado. Um dia escrevo com calma sobre isso. Mas uma coisa eu tenho certeza - "alguém" varreu do Haras todos os rastros que poderiam ser considerados "má energia".

Passo por uma fase maravilhosa. Gostaria de estar com um pouco mais de trabalho, ou que eu conseguisse transformar o meu trabalho em um pouco mais de dinheiro. Mas as coisas estão pintando... e eu acho que tenho que ter um pouco de paciência, sem me deixar acomodar. Talvez eu possa até considerar que as coisas estejam acontecendo no meu ritmo, e posso deixar que seja assim já que não pago aluguel nem escola de filho. Esse assunto, por sinal, está cada vez mais claro na minha cabeça - não quero mesmo!

Sentimentalmente, há muito tempo não sinto essa paz e tranquilidade que sinto agora. Com certeza o homem mais calmo do mundo (leia-se: meu homeopata) me ajudou muito nesse aspecto. Sábios conselhos e sábios remédios. Acho até que vou dar uma ligada pra dar um pulo lá hoje. Mas eu acho que finalmente encontrei um equilíbrio interno entre o gostar, ser livre e ter segurança. Estou in love sem desespero, sem achar que vai acabar, que ele vai sumir, que vai aparecer outra. Estou feliz com a situação. Feliz e tranquila.

Outro dia a minha prima fez aniversário, 29 anos, e falou "daqui a pouco vem a crise dos 30". Não existe crise dos 30. Aos 30 eu sou mais eu, tenho mais convicção a respeito de quem eu desejo mandar à merda, me sinto mais bonita. Minha postura melhorou. Não só a física (milagres do ballet), mas também a moral. Minha postura em relação à vida.

Podem me colocar pressão no assunto casamento. Podem me perguntar se não vou ter filhos, e falar que daqui a pouco vai começar a ser tarde. Estou feliz desse jeito. Feliz mesmo. Li numa revista de domingo do Globo outro dia, dito por uma mulher, a respeito de mulheres: "Algumas mulheres não querem casar e ter filhos. Elas preferem ter orgasmos e animais de estimação." Admiro muito as que conseguem ter os 4 - casamentos, filhos, orgasmos e animais de estimação. Essas são heroínas. Mas eu não abro mão dos meus orgasmos e dos meus animais de estimação. Hoje não abro mão da minha felicidade, da segurança do meu espaço, de ficar com o Claus no meu colo enquanto trabalho no computador!

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Foco


Essa foto é um ebrião equino. Lindo. Emocionante. Tem 8 dias na foto, e foi inovulado em uma égua receptora. Ou seja, foi tirado da mãe, que é a doadora, para que essa possa ter mais de um potro por ano, e colocado numa égua receptora, que é quem vai gestar e ter todo o trabalho. É uma das coisas mais emocionantes do meu trabalho. Depois disso ainda tem muita emoção - o parto, cada dia da vida do potro, até vê-lo nas pistas.

A questão é que esse embrião está enorme desse jeito porque a foto foi tirada através de um estereoscópio, uma espécie de microscópio. Na verdade, a olho nu, o embrião é do tamanho de uma das bolinhas da trema no meu teclado. A lupa (nick name de estereoscópio) era nova, e eu estava tendo uma certa dificuldade para achar o foco, já tinha procurado a placa toda, já estava começando a desanimar, quando decidi mexer novamente no foco, e tudo apareceu claramente, e lá estava ele, lindo desse jeito.

Moral da história: tudo na vida é uma questão de foco!

Agora basta aplicar...

domingo, 19 de agosto de 2007

Há muito tempo não escrevo. E tem tanta coisa acontecendo. Aliás, tem sempre tanta coisa acontecendo... Se o Pan mexeu comigo, o Athina Onassis nem se fala. O congresso da Abraveq no finde seguinte mexeu mais ainda. Me deu até vontade de morar no interior de São Paulo... Tudo ilusão, muita ilusão. Tenho que estudar mais, me focar mais. A vida é dura pra todos, não tem moleza.

Penso agora no que me disse uma vez um cliente. Ele é cirurgião plástico, e de tanto convívio com a mulherada, diz que vai escrever um livro sobre as mesmas. Bom, a definição dele para amor é a seguinte (não necessariamente nessa ordem): amizade, admiração e sexo. Até hoje não encontrei mais nada para completar essa definição. Respeito, talvez, mas acho que isso é consequencia.

Já vivi situações de amizade e admiração, sem sexo. De sexo, sem amizade (nem admiração). De amizade e sexo, sem admiração. Nenhum desses foi amado. Hoje vivo admiração, amizade e sexo. Mas também não é amor. Acho que vivo isso na minha cabeça. Sem disponibilidade, também não pode ser. Talvez a inércia dele faça a admiração diminuir, ou até mesmo a amizade. Não queria que isso acontecesse, mas nesse caso, é o melhor que pode (e vai) acontecer.

A terapia tá acabando comigo. Sou uma monstra comigo mesmo! E não consigo descobrir como mudar. Insegura e medrosa. Fatos novos na mão e sem saber o que fazer com eles.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Depois da tempestade...


O título deveria ser "depois de TPM...", mas vou deixar como tempestade mesmo. Semana passada foi inferno astral total. Afetivo e profissional. Desânimo, descrença, pentelhada, sem paciência nem com a minha própria sombra. É horrível ficar assim. Apelei pro homem mais calmo do mundo, quem eu deveria visitar com mais frequencia. E até ele me deu esporro. Eu tenho que gostar mais de mim mesma. Se eu não fizer isso, quem vai? A minha companhia tem que ser agradável para mim mesma. Estou ultra refratária para relacionamentos, mas me abri para a profissão (isso acontece de vez em quando...). Tenho que estudar mais, investir mesmo, independente do que vem em retorno, o que é muito difícil de fazer todo o tempo. Acredito no retorno (pelo menos hoje...).

De repente tudo clareou - vou fazer consulta em São Paulo, fiz uma transferência de embrião sozinha pela primeira vez, me senti capaz, o louco me ligou (e eu caguei...). Isso é importante. Lições da semana, tanto da terapia quanto do homeopatia: eu preciso saber o que eu quero, e agir de acordo. Talvez eu até saiba o que eu quero, mas acabo agindo totalmente inverso, ainda não sei porque.

O Pan mexeu comigo. Amo provas fortes, amo ver gente boa montando. Me fez pensar porque, pela milionésima vez, optei por voltar para o Brasil. Já falei isso aqui. Agora passou. Seria excelente administradora de Haras, manège. Já faço isso aqui, em uma escala menor. Faria lá fora em uma escala maior, feliz da vida. Pelo menos na minha imaginação, que é sempre muito diferente da realidade. Eu sei a realidade, e ela é muito dura. Muita responsabilidade, muita cobrança, provas todo fim de semana. Como não é a vida do Rodrigo Pessoa? O cara tem equipes de cavalos, saltando em diferentes lugares da Europa todo santo fim de semana. Nas semanas antecedentes ao Pan o itinerário do cara foi (cada finde em um lugar): La Baulle, Cannes, Aachen (maior concurso do mundo), folga, Panamericano no Rio, e fim de semana que vem tem o Athina em SP. Romântico? trabalheira! Provavelmente no outro ele já tem alguma coisa agendada. Para ele chegar e saltar, ele tem toda uma equipe que cuida de qual cavalo salta onde, inscrição, material, comida, tratador, veterinário, qual caminhão vai para onde, etc., etc., etc., Ufa! E ele monta que nem um príncipe, é educado, atencioso. Foi prata mas É ouro. A foto é dele, claro!





sexta-feira, 20 de julho de 2007

Decisões

O meu pai diz uma coisa muito certa: o difícil é decidir. Uma vez decidido, tudo fica mais fácil.





Na foto: Christopher Hickey e Regent, dos Estados Unidos. Medalha de ouro na final indivual do adestramento no Pan.

A final individual é uma prova onde o cavaleiro tem determinados movimentos para executar, mas monta a coreografia em uma música, da forma como quiser. Tem nota técnica e nota artística também. É mais ou menos como o solo da ginástica artística. Chama-se "kür" em alemão, "free-style" em inglês, e em português seria "estilo livre", mas todo mundo fala "kür" mesmo (alguns fazem até sotaque de alemão).

É de praxe se colocar uma música clássica ou uma instrumental, mas puxando sempre pro instrumental clássico, se é que se pode chamar assim. Não pode ter voz, não pode ser cantado. Esse americano foi o último a entrar, e colocou um som techno total na parte de trote e galope, com uma música do Moby (que eu amo!) nas partes de passo. Foi o máximo!!!! Ouro certo! O cavalo marivolhoso, e o cara monta MUITO.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

"Pratos no espetinho"

Brasil Bronze no adestramento. Muito legal ver o Pan acontecendo no Rio, apesar de toda a alegria ter recebido um banho de água fria ontem. Sempre fico pensando no impacto que grandes provas causam na minha vida. Me fazem pensar muito nas minhas opções. Eu amo demais esses cavalos e tudo que é ligado a eles no hipismo. Sempre penso como teria sido a minha vida se eu tivesse voltado para a Alemanha em 1999. Já são oito anos e eu penso nisso todos os dias da minha vida. É impressionante, às vezes acho que não é normal. Fato é que passou a época, e agora não adianta ficar olhando para o passado pensando o que teria acontecido. Hoje não quero mais ir nas condições que eu teria ido naquela época. Cada coisa a seu tempo. Agora eu tenho que focar o hoje e ver o que eu quero hoje. Não só ver, como FAZER...

Bem disse a minha amiga Silvia - a vida é como um jogo de equilibrar pratos no espetinho. Tem um prato que desequilibrou essa semana... Achei que tava tudo certo, e não tava. Na verdade, eu nunca me enganei. Durante um tempo eu me esforcei lutando contra a minha intuição. Esse afair nunca vai me completar. Me engano em momentos, como foi o fim de semana retrasado. Mas ele sempre me chacoalha, fazendo questão de me trazer back to reality... Tenho que voltar a ouvir a minha intuição, e mais importante, acreditar nela.

Eu acho que agora o "prato da vez" é o equilibrio em si. Preciso ME equilibrar. A primeira coisa que eu tenho que fazer é descobrir o que eu quero (eu sei, Nayara, que você me fala isso toda segunda feira...). Já sei alguns "não queros" e acho que isso já me ajuda bastante, é um bom começo.

Esse findi vai ser de retiro espiritual, assim espero. Tranquilidade em terê, cachorrada, filminho, casa, dormir até tarde. Reavaliação e auto-crítica. Preciso ser forte e conseguir não ligar. Não é para fazer "joguinho", é para, de fato, começar a mudar e cortar de verdade, dentro de mim. Não quero não me sentir priorizada, importante na vida de uma pessoa. Não vou ficar "na pauta".





A foto é do cavalo Raffles, da equipe de adestramento do Canadá, montado por Andrea Bresee, ficaram em sétimo na final individual. Uma graça de cavalo... Eles estão em plena pirueta ao galope para a direita.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Estaremos algum dia satisfeitos?

Me sinto muito mais realizada afetivamente (pelo menos momentaneamente). Acho que dentro de toda a loucura por que passei nos últimos tempos, finalmente estou mais perto do equilíbrio. Vale lembrar que equilíbrio é totalmente pessoal, cada um tem o seu. O meu equilíbrio pode parecer um tanto quanto desequilibrado quando visto de fora. Mas pela primeira vez na vida estou pensando no AGORA, no HOJE. Não quero saber se estou me inclinando para um relacionamento com futuro ou sem futuro, porque na realidade, quando é o futuro? O que significa "o futuro"? E além do mais, o que é o futuro sem o PRESENTE?

Hoje eu quero sair, me divertir, curtir a minha casa, as minhas atividades, os meus amigos, o meu trabalho, encontrar gente legal, ter sexo bom, boa companhia. É pedir demais? Não quero saber se amanhã vou querer casar, ter filhos, fazer jantar, trabalhar, ter marido. Sei lá. Só sei dizer que o que tá acontecendo tá muito bom, na medida certa. O melhor de tudo é que estou segurando a onda da ansiedade, o que é quase impossível para mim. Essa parte eu não garanto por muito tempo. Mas, existe como garantir alguma coisa por muito tempo? Por algum tempo que seja?

Findi perfeito - sol, praia, amigos, chopp, namorinho....

Agora quero mais trabalho. O meu atual me desanima muitas vezes. Sei que não é exclusivo do meu "metier", mas tenho a impressão de gastar uma energia ENORME, desproporcional ao "income". Queria encontrar a tal fórmula mágica que eu sei que não é tão mágica assim. Na minha área, você mete a cara com vontade e ganha um pouco mais. Mas me pergunto se quero abrir mão do sol de domingo na praia tomando chopp... Isso também tem um preço!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Atendendo a pedidos....

Atendendo a pedidos, escrevo sobre a felicidade. Historinha de amor rolando, mas ainda muitas dúvidas no ar. Tentando controlar a ansiedade, e tendo algum êxito (diria que tendo bastante êxito). O coração bate diferente, e rolam uns suspiros durante o dia. Mas eu não consigo mais pensar somente que a vida é bela, que sofri tanto em outras ocasiões e que foi tudo besteira, porque agora estou feliz. Não é assim. Meus sofrimentos anteriores me calejaram, me marcaram muito. Durante muito tempo preferi não amar mais tanto, abrir mão das borboletas no estômago, se isso significasse sofrimento no futuro.

Ainda não sei onde estou pisando, e dou cada passo com muito cuidado, buscando um corrimão de cada lado, que não existe. É tudo muito diferente de tudo que eu já vivi. Mas se eu queria um relacionamento desprendido, é esse. Isso mostra que temos que tomar cuidado com o que queremos, pois pode acontecer. Eu ainda não consegui me entregar totalmente, e é difícil fazer isso quando o outro lado age da mesma forma. Mas a cada dia eu gosto mais de cada pequeno detalhe que passo a conhecer.

ai, ai...

sábado, 23 de junho de 2007

Mofando na rodoviária de SP

Pois é, incompetência é foda, e deveria ser castigada sempre (me incluo no merecido castigo). Voltando de Botucatu para Teresópolis, ligo para a viação que faz a rota para perguntar o horário do ônibus, e a criatura responde "22:30, do Terminal do Tietê". A informação mais importante da história toda foi omitida - por falta de interessados, a linha não funciona aos sábados (por acaso, hoje...). Realmente, se passar o fim de semana em São Paulo for tão ruim como todos dizem, quem é que vai querer sair de São Paula para Teresópolis????? Francamente, tiveram razão em cancelar a linha e contribuir para a redução de emissão de gazes poluentes. Só faltou a ANTA da atendente avisar isso no telefone.

Por falta de opção, já que vou ter que esperar 3 horas para pegar um ônibus para o Rio, que não chegue às 2 da manhã, vim parar na Lan House mais barulhenta do mundo, dentro da Rodoviária de SP. É anexa a um desses lugares de jogos eletrônicos e barulhentos, mas aproveito para atualizar o blog, que tem andando um tanto quanto abandonado. Dando uma olhadinha por cima dos computadores, observo a seguinte cena: todos que posso ver estão acessando o Orkut e o msn... (ainda bem que eu dei uma olhada no meu e já saí....).

Tenho que falar também, que a rodoviária de SP é totalmente diferente da do Rio. Será que tem Lan House na rodoviária do Rio? Tem um cara encerando o chão, música ambiente, outro nível.

Ai... que alívio.... alguém desligou as máquinas aqui do lado! O silêncio é muito bom....


Que merda! Queria estar escrevendo um post sobre uma viagem à Fernando de Noronha, ou Europa, quem sabe... Mas não, estou aqui analisando a rodoviária de São Paulo, e voltando de Botucatu!!

Não que Botucatu tenha sido ruim... muito pelo contrário. Conheci várias pessoas novas e importantes para a minha vida profissional. A faculdade é realmente muito boa, dá até uma certa vontade de ser pesquisadora.... Espero que esse investimento venha com um bom retorno. Estou confiante nisso.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

mais um findi...



Mais um fim de semana se passou. Alguns desencontros, alguma diversão, frio e solidão. Alguma angústia por querer ser totalmente diferente do que sou, e não conseguir mudar. Uma ressaca e insônia. Muita coisa na cabeça. No meio disso tudo, cinema. Há muito tempo não ía. Tenho realmente que alimentar esse hábito. Fui sozinha no domingo, e vi várias pessoas sozinhas. Quando eu falo que vou ao cinema em casa, vem logo a primeira pergunta "Vai com quem?". Bom, eu vou ao cinema, antes de mais nada, para ver um filme. Você não precisa necessariamente de companhia para ver um filme. Se tiver sido a minha mãe quem perguntou, vem logo a tréplica (depois do "com ninguém") - "ah - coitada...". Isso me MATA de raiva. Que saco. Se eu falar que vou na locadora pegar um filme, ninguém me pergunta "Vai assistir com quem?". Mas, enfim... para continuar o realce à minha solidão, cheguei cedo e decidi tomar um café. Tinha um banco apenas no balcão da cafeteria. Em seguida chegou um casal. O cara, mala sem alça, logo reclamou que só tinha um banco. Depois, vendo a cadeira do funcionário que fica na porta recolhendo as entradas, falou "ali também só tem um cadeira", e disparou "é o cinema dos solitários". Para não falar logo que eu prefiro estar só que mal acompanhada, eu mencionei que ainda bem que EU sentei no banco, assim não dá briga entre o casal. Terminei o meu café e levantei.

O filme foi "Na Cama". Gostei. Se passa dentro do quarto de um motel, onde tem um casal que não se conhece, que transa e conversa. O cara é um gatinho, e ela tem uma micro franjinha horrorosa, mas é engraçada. É um debate sobre o relacionamentos moderno. Me identifiquei muito. Fala de pele, química, fidelidade, verdades e mentiras. Fala do momento. Sem antes nem depois. Exatamente como têm sido as minhas relações. Só consigo as "momentâneas" - não me dão direito ao depois, e também não devo pensar no antes, senão não rola nem o agora.


É mais uma coisa que quero mudar na minha vida. Mas tem um peso da acomodação que eu não posso deixar de comentar. Eu realmente prefiro estar só que mal acompanhada.

O casal mala saiu no meio do filme.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Hoje

Não consegui tirar embrião :-(
Péssimo.

Estou viciada no filme do Libero. É um garanhão Holsteiner, ma-ra-vi-lho-so. Tem várias pistas dele ao som de You´re simply the best da Tina Turner, e ele realmente é simply the best. Fiquei com muita saudade do meu tempo na Alemanha. Até hoje me arrependo de não ter seguido aquela minha intuição e vontade tão forte de voltar para lá. Não sei se teria sido melhor ou pior, mas a minha vida teria sido totalmente diferente. Sinto saudade daquele ambiente que respira cavalo, cavalos maravilhosos, provas importantes, lugares lindos.

Sempre tive plano A, plano B e assim por diante. Nunca saíram como planejado. E nunca seguiram a ordem do A-B-C. Mas foi por muita falta de coragem que não voltei pra lá. Foi por um emprego, por medo do futuro tão distante. Não foi nem tanto por um relacionamento. Foi mais por medo de sair do "padrão a ser seguido". Agora passou tudo, inclusive e principalmente a oportunidade da ocasião.

Espero nunca repetir esse erro. Tento muito lutar contra as minhas próprias programações, haja visto que nunca funcionaram muito bem. Nunca mais tive um feeling tão certo. Espero não errar novamente na próxima vez que a minha intuição falar tão alto. Realmente, é uma arte saber seguir as próprias intuições. Tem que ter muita segurança, confiança em si próprio.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Mais reflexões

Adoro refletir no banho. Ainda mais agora que me dei de aniversário um mega chuveiro a gás com água pelando...

Outro dia a minha mãe me fez assistir ao filme "O Segredo". Ela adora essas novidades, e está em uma busca constante pelas respostas dela através de religiões, exoterismos, cabalas e etc. Hoje já sei que é um lance dela, assim como eu busco as minhas respostas na minha terapia. Bom, fato é que fui eu assistir ao filme-epidemia, que tenta buscar na "física quântica" explicações para o que até hoje não se sabe como funciona (inclusive a própria física quântica). Basicamente, o filme é uma lavagem cerebral que diz que você atrai para você o que você quer que aconteça na sua vida, ou que os seus pensamentos vão se tornar realidade. Então, o hipocondríaco acaba ficando doente de verdade, porque só pensa em doença. As pessoas mais felizes e ricas e bonitas só pensavam nessas coisas até elas acontecerem.

Apesar de achar o formato do filme péssimo, super "caça-níquel" americano, concordei com o aspecto da energia que colocamos na nossa própria vida. Pessoas negativas só mentalizam coisas negativas, e por isso só enxergam coisas negativas. Pessoas positivas mentalizam o positivo, e por isso enxergam possibilidades positivas (ou ficam felizes mesmo quando se dão mal, acreditando que o dia delas vai chegar). Todas as possibilidades estão à mostra, enxergamos e escolhemos o que querermos.

É exatamente aí que eu páro. Tenho profunda admiração pelas pessoas que sabem o que querem. Precisamos de alguém que faça a continuação de "O Segredo". Agora tem que ser "O sergredo do segredo". Como descobrir o que você quer. O resto é fácil, é só ficar pensando, que acontece.

Dias em reflexão

Sabe quando falam que uma pessoa é muito determinada? Sabe o que quer? Eu estou numa fase oposta. Não sei o que quero, não consigo tomar as rédeas da minha própria vida e fazer as coisas acontecerem como eu quero. Me sinto uma expectadora do meu próprio filme. No trabalho, as coisas não acontecem exatamente como eu quero. Na vida afetiva menos ainda.

Grande parte desse problema é saber exatamente o que eu quero. Já seria um primeiro passo muito eficiente. Eu não sei. E as coisas vão rolando, rolando, eu vou deixando acontecer da maneira como chegam. Não consigo definir, cortar o que tem que ser cortado. Mas, o que é que tem que ser cortado mesmo???

Aí entro na inércia. É como se tivesse um temporal lá fora, e eu não pudesse sair de casa. E parece que quando eu finalmente faço uma escolha, certamente é a mais difícil. É o caminho mais torto, mais acidentado. Não pode ser simples. Direto ao ponto. Objetividade.

Quanta agonia!

segunda-feira, 21 de maio de 2007


Mulher de Pedra.
Estrada Teresópolis-Friburgo, km 9 (aproximadamente).

Eu queria ser de pedra hoje...

terça-feira, 15 de maio de 2007

Hoje não foi a minha tarde...

De manhã tudo corre bem. Ovulação dupla no ovário direito, dentro do horário previsto. Inseminação com sêmen congelado por falta de opção. Mas a ovulação dupla e simultânea foi muito legal. Preparar 2 receptoras, tem possibilidade de 2 embriões, vou ter que ligar pra ele... Liguei, 30 minutos de celular e muitas dúvidas (técnicas) sanadas. Senti falta durante a manhã e me deu saudade de tarde. Mas aguenta firme... Volta para checar a égua 6 horas depois. Atropela um cachorro no caminho, volta para ver se machucou o bicho, que saiu correndo, pára no posto para perguntar "alguém viu um cachorro atropelado por aí?", e eis que o frentista te responde "ih dona, tá vazando água do seu radiador...". Pára tudo, abre o capô e completa o desgraçado (o frentista, claro, porque eu não sei nem onde fica). Em tempo, "desgraçado" da frase anterior era o radiador, e não o frentista. Continuando, completa e se esvazia simultaneamente. Não dá pra andar. Liga pra seguradora, chama o reboque, manda pra oficina. Tudo para manter o bom humor. Finalmente, chega-se ao haras e encontra-se aquela endometrite pós-inseminação. Lava útero, dá antibiótico. Muita reza pros bichinhos sobreviverem lá dentro. Tá pensando que acabou? No caminho de volta pra casa (de carona, claro), liga uma cliente que vai passar pra um "colega" que tem o preço cinquenta reais mais barato. Legal. Como me disse um colega em um momento iluminado: cada um tem o veterinário que merece.

Moral da história:
  1. Não sei que fim levou o cachorro atropelado.
  2. Radiador é caro pra cassete (dou notícias amanhã).
  3. There is never a dull moment...
Ainda bem que tem blog pra gente contar o dia, porque tem muita vontade de ligar pra "alguém" dando notícias. E ainda bem que tem amiga que liga nessas horas. Valeu Beta!
E don't forget: cliente é que nem biscoito, vai um e vem dezoito...

tudo pra manter o bom humor...

domingo, 13 de maio de 2007

Dancing with myself

Sábado fui comemorar o meu aniversário em grande estilo: dançando!
Dançar é muito bom, deixar a música entrar, cantar alto, saculejar. Além disso, a gente vê gente, dá risada, enfim, diversão garantida. Seria isso, se não fosse por dois "poréns"... O primeiro, já estou conformada, o segundo, no entanto, é uma coisa muito chata. O primeiro é o fedor de cigarro. Realmente é uma coisa que entranha na roupa, no cabelo, coitados dos pulmões. Mas a solução é muito simples, desde que seja dentro de um nível supertável - basta tomar um banho quando chegar em casa e colocar a roupa para lavar. Mas o segundo é muito irritante. Vai chegando uma hora em que eu acho que vai batendo o desespero na galera que "sobrou" e você não consegue mais dançar em paz. E é muito chato que normalmente nessa hora estão tocando as melhores músicas. O que passa na cabeça de um sujeito que faz com que ele se sinta no direito de sair agarrando mulheres sozinhas? Eu gosto de sair para dançar para dançar, e não necessariamente para ficar com um desconhecido que se sente no direito de me puxar pelo braço, ou de me segurar pela cintura. Eu não quero conversar com um maluco que eu nunca vi na vida às 3 horas da manhã, bêbado, no meio de uma pista de dança. Eu vou para a pista de dança para DANÇAR! E o problema é justamente fechar os olhos e se entregar (para a música...), as pessoas acham que você já está bêbada e tá louca pra ser agarrada. Que coisa irritante. Daqui a pouco as boates vão virar micaretas... "Quantos você já beijou? Eu já beijei 15." Que coisa mais sem graça. Infelizmente, é a hora de ir embora.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Comprei um vestido!

Comprei um vestido, fiz massagem, fiz escova, fui na terapia. DESENCANEI! Não vale a pena. Como diz o meu pai, o mais difícil é tomar a decisão, o resto é fácil. Eu decidi ser feliz, ser amada por quem eu quero (ainda não sei quem...), ser valorizada, ser respeitada. Quem me liga no meio da madrugada bêbado voltando da night sozinho? NINGUÉM. Quem me liga na madrugada às escuras para não ser descoberto? NINGUÉM. Posso receber telefonemas no meio da madrugada, acho até original (quando não são emergências...), mas para ouvir que alguém me ama, me quer, está com saudades, DE VERDADE. Confesso que prefiro que deixem para de manhã... Quem vai me fazer chorar domingo? NINGUÉM.

It´s not worth the bullet...

Meu vestido é lindo! Bati o olho, vesti, descobri que foi feito sob medida pra mim, da maneira como eu encomendei, e comprei. Não preciso comentar que estou com umas 20 picadas de carrapato em cada perna, parece catapora. I love my job...

Amanhã a saga continua, essa vida de perua não é mole - vou fazer mão E pé. Chiquérrimo, isso é o auge da peruísse pra mim...

É o meu aniversário quinta e eu me dei de presente uma reforma no banheiro - chega de chuveiro elétrico no inverno. Ducha quente e forte! Além da ducha, descobri que:

"Eu só quero saber do que pode dar certo, não temos tempo a perder..."



sábado, 5 de maio de 2007

Eu não consigo chorar!

Cheguei a uma conclusão tenebrosa: eu não consigo mais chorar. Acreditem, era tudo que eu mais queria ultimamente - deitar no meu sofá e chorar, chorar e chorar. A minha vida não está um desastre. Eu estou muito indignada comigo mesma. Como posso tentar tanto e não me encontrar, não saber o que eu quero? Os homens não prestam e são uns babacas. Eu só entro em furada. Mas isso não é problema deles. É problema meu. Sou EU que entro nas furadas há ANOS e não consigo mais acreditar que uma relação possa existir de fato. Não sei mais como me comportar se um dia acontecer comigo. Não sei em quem acreditar, em quem confiar. Não confio nas minhas escolhas. Estou paralizada e no peito uma pedra, tão dura, que não consigo nem chorar. Não é tristeza por um relacionamento maravilhoso que não deu certo. É indignação por ter achado que um dia EU conseguiria aguentar. É indignação por ver onde foi parar o meu amor próprio. É indignação por ver que acontece com a pessoa errada, na hora errada, sempre. É indignação e ponto.

Indignação: do latim indignatione. S.F., repulsão, ódio, aversão, sentimento de cólera; desprezo provocado por ofensa ou injustiça.

terça-feira, 1 de maio de 2007

E não é que o cara tá namorando???

Orkut laranja. Fofoca de plantão. "Relacionamento: namorando". É mole? O eterno solteirão, com juras de amor imortal está namorando. Madura, racional, centrada. Sou boa demais? Ou burra demais? Ou errada demais? Ou certa demais? Sempre pessoa certa, hora errada. Ou vice-versa. EU PRECISO SURTAR! (e o pior é não conseguir fazer isso).

Mas, tomorrow is another day. Vou acordar vitoriosa e tirar um lindo embrião, que ficará lindamente implantado na receptora lindamente preparada por mim...

Corinne Bailey Rae acabou de dizer: "sometimes you win, sometimes you loose"...




domingo, 29 de abril de 2007

Dançar, dançar e dançar

Pode existir terapia melhor???? (minha terapeuta que não se sinta ofendida...) Dançar de olho fechado, de qualquer maneira, sem saber se alguém te olha, se alguém te julga, se alguém te quer. Dançar sem olhar, sem reparar, sem se preocupar. Sentir a música até 5 horas de manhã. UFA! Como eu tava precisando disso. Exorcizei meus diabinhos... Depois, dormir até uma da tarde, fazer café, ler o jornal, ficar de pijama até 4 da tarde. Como o Rio de Janeiro é bom quando não tá sol... Amo a praia, mas descobri que o sol é tirano. Tá sol, eu tenho obrigação de sair, andar, ir à praia, aproveitar. Como se eu trabalhasse em um escritório sem janelas o dia todo. Esse tempinho nubladinho me permite fazer outras coisas - dormir até uma da tarde, "bundear" pela rua, ficar em casa, sei lá.

Isso tudo leva à seguinte conclusão: eu sou tirana comigo mesmo. Como minha guru sempre me fala - meu computador está sempre sendo programado, mas as coisas nunca saem como programadas. Então PÁRA DE SE PROGRAMAR, PORRA!

Jóquei, amigas ou cinema?

Ou quem sabe todas as opções acima...

Banho em primeiro lugar...

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Acting cool

Faz parte de concretizar mudanças. Você não pode ficar só pensando que mudou. Você realmente tem que mudar. Não vou me agarrar aos "steps" no fim de semana. Vou fazer a minha programação, e me agarrar a ela. Há quanto tempo eu não saio para dançar, ir ao cinema, comprar um vestido? Preciso fazer isso tudo. Quero escolher um lugar para comemorar o meu niver (10 de maio) dançando. Cabaré Kalessa ou Bucovsky? Quero ir ao cinema com gente interessante (pode ser sozinha, mas ver gente interessante, ou se fazendo de intelectual, acho o maior barato...). Preciso comprar um vestido de casamento (calma, não é pro meu...), e isso eu sei que vai ser o mais difícil. O meu único vestido já se recusa a ir a casamentos...

Hoje - pegar um filmezinho, deitar sob os edredons junto com a cachorrada. O que adianta tentar ensiná-los a não subir no sofá, com o pretexto de "o dia que eu estiver com alguém, ele pode não gostar"? Foda-se o que ele gostar ou deixar de gostar. O que interessa é o que EU gosto. E hoje eu quero todo mundo no sofá comigo.

Amanhã é amanhã. Mas eu vou dançar, nem que seja sozinha (ou melhor, comigo mesma!)

I got to know it - are you worthy of my time???

terça-feira, 24 de abril de 2007

Concretizando mudanças?

E então ela finalmente mudou. Resolveu acreditar no seu anjo da guarda, e dedicar aquela vela de quase todas as noites na janela a ele. Decidiu que o incenso não é só para deixar um cheirinho bom, mas também leva os maus fluidos na fumaça que sobe e se dissipa. Decidiu escutar o seu mapa astral, decidiu assumir seus sentimentos. Decidiu escutar sábios conselhos de verdadeiras amigas. Sentir o sangue fluindo nas veias nas aulas de yoga. Respirar. Fazer uma coisa de cada vez. Acreditar no trabalho dela, sabendo que vai dar certo. Ter calma.

Escutar o coração.

Ser a mulher que ele disse que ela era.

E lembrar: "O diabo aparece quando as coisas estão dando certo".



(Búzios)

terça-feira, 17 de abril de 2007

A felicidade

Felicidade não tem fim, tristeza sim!!!!

Feliz, muito feliz, felicíssima!!!!

Vamos para Berlim????

Berlim, melhor do MUNDO!

sábado, 14 de abril de 2007

Algumas frases interessantes

O diabo aparece quando a coisas estão dando certo.


Malícia não é maldade. (ou maudade? fiquei na dúvida...)

A melhor fidelidade é aquela que nasce com a lealdade.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Resolvi olhar mais uma vez: nenhum e-mail novo. Vou dormir. Dor-mir. Sem insônias, assim espero.

Goleiro toma cada estabaco, né?

Na letra da música

Tô eu aqui pensando: mando um recadinho? Ou ligo logo de uma vez. Estou fazendo jantar pensando quanto que eu queria que fosse pra nós dois. O que é que tem demais em ligar? É, sem dúvida, uma forma de exposição. Mas se alguém não se expuser nessa história, isso nunca vai mudar. Eu finjo que tá tudo bem, nem tô pensando em você. Você, não sei se finje ou se não está mesmo pensando em mim. Ou quem sabe até está, e simplesmente não me mostra, da mesma maneira que eu tô fazendo com você.

India Airie tocando, começa uma música que diz: I got to know it: can you be a part of my life?
Resolvi interpretar isso como um aviso: vai logo and do what you gotta do.

Então, decido mandar um sinal de fumaça logo de uma vez. Mas, como não sou tão corajosa assim, e além do mais, existe um lado meu MUITO burro, porque insiste em repetir os mesmos erros over and over again, cometo um dos piores erros: mando um torpedo. Eu sei, eu sei, que é muita idiotice fazer isso, porque sempre fica uma dúvida no ar - ele recebeu? o celular estava ligado? Ele tava trabalhando, dormindo, jantando, dançando, até mesmo fudendo? E eu continuo sem ao menos dar o meu recado.

"I got to know that
that I can be free with you.
You got to show that
that you are worthy of my time."

.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Ops!

Ops! Quase tropecei, ou estou quase tropeçando.
Tudo bem, eu sei que você quer a sua liberdade, eu também adoro a minha. Eu sei que você já viveu muitas coisas que eu ainda vou viver (como eu odeio esse papo...), eu sei que você já morou junto, já separou, sabe que é um saco. Mas eu quero viver essas coisas. Eu acho que estou ficando maluca. Não estou na verdade falando em morar junto. Quero o passo anterior a esse, quero criar um lugar na minha vida para ser preenchido. Não pode ser tão difícil assim. Quero que haja esse lugar na sua vida para que eu possa preenchê-lo. Essa é a confiança que eu quero ter. Aí não vou pensar se há traição ou não, não vou pensar em achar isso normal, acontece, é carnal.

O que falar quando se passa da posição de amante para confidente? Eu acho que o melhor é não falar, ficar muda. Quem sou eu para aconselhar em tal situação??? Nunca fui casada, meu relacionamento mais longo durou 2 anos (os demais não passaram de 6 meses), não aturo ninguém no meu pé, não tenho filhos. Non-sense, filminho de ficção quase científica.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

A weekend to remember


Decidi colocar esse post para voltar e lê-lo nas solitárias noites de sexta e sábado, quando em Teresópolis, me achando a mais pobre coitada das mulheres abandonadas. Fiz absolutamente tu-do que eu queria. Fui ao Rio, voltei quando achei que devia voltar, ou quando fiquei de saco cheio e com afliceta, fui à praia, saí pra jantar, almocei com amigas. Fiquei lendo (Marley e Eu) em casa debaixo do edredom abraçada com os cães. Também poderia ter sido muito bom ficar com um gatinho gostosinho bebericando um vinho, rindo, fazendo sexo, dormindo agarradinha.

Mas também poderia ter sido um saco, com um chato querendo fazer o que eu não tava afim, me perguntando a que horas eu iria chegar do haras, querendo ficar mais uma noite no Rio, implicando com o meu almoço com as minhas amigas.

Isso serve para mostrar o que o homem-mais-calmo-do-mundo sempre diz: temos que viver cada momento como ele é. Não adianta estar em casa, pensando em estar na rua; estar sozinha, pensando em estar acompanhada. Ou estar acompanhada, pensando em estar sozinha. As coisas vão acontecer, basta saber esperar, ou então correr atrás sem fazer disso um martírio.

"Eu espero um acontecimento, só que, quando anoitece, é festa no outro apartamento..."

Minha analista ficaria orgulhosa, e sei que ainda vou tropeçar muitas vezes, quando terei que voltar aqui para ler esse post, mas vou procurar sempre frequentar as minhas próprias festas, as festas no MEU apartamento.

(foto do Claus no meu sofá...)

sábado, 7 de abril de 2007

Ainda questionamentos

Continuo questionando tudo, questionando os meus valores. Ou melhor, os valores que me foram passados. Quero confiar nos homens, confiar nos sentimentos. Mas tudo parece invertido. O cara familia me escreve no meio do feriado, provavelmente em um momento de solidão dentro da viagem familiar. Quer mostrar que está pensando em mim? Vai curtir a sua família, vai viver o que te é reservado. O outro maluco, simplesmente se vai. Esse não tem que dar satisfação a ninguém, também não engana ninguém. Não precisa mentir, talvez minta apenas para ele mesmo. Mas é autêntico, não é hipócrita. Não vende uma imagem que não é a dele. Estou preferindo o segundo tipo.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Dia urbano

Exercitei hoje o meu lado urbano. Sinto falta disso. Trabalhar em casa, no computador, almoçar no Cafeína, fazer o meu "tour" por Copa. Não pegar estrada, não ir trabalhar de carro, não ver cavalo, não falar com peão. Descanso mental.

Descanso nada, depois da sessão de ontem, a cabeça tá funcionando mais que nunca. Afinal, o que eu quero de um homem? Não consigo responder essa pergunta. Como eu quero que seja o meu relacionamento? Tô quase concluindo que não tenho "saco" para o relacionamento padrão, careta. As pessoas precisam de liberdade, eu preciso de liberdade. Eu preciso de confiança, ter confiança. O que é a traição? O que é a fidelidade?

Pausa para o café.

Retorno ao trabalho.

domingo, 1 de abril de 2007

Oh happy days...


Depois da tempestade, o arco-íris.

Ainda bem que o fundo do poço chegou rápido! Dei um super impulso e vim à tona. As crises sevem para nos fortalecer, essa é a lição que sempre fica, mas que nunca lembramos em tempos agudos. Tanto choro, tanta angústia, tanta energia gasta. Tudo tem um motivo, nada é em vão, disso eu tenho certeza. A vida é uma roda gigante, um dia estamos em cima, outro dia estamos embaixo. Mas agora vou ficar em cima durante um bom tempo...

Life is good, afterall...

segunda-feira, 26 de março de 2007

Nada como uma boa esmagada de cérebro. Resultado final da sessão: quando vc chega no fundo do poço, há 2 alternativas - aproveitar o fundo e dar impulso para subir, ou simplesmente ficar lá...
Tô quase encostando o pé.

Domingo



Ontem fomos almoçar nesse lugar, chama-se Pousada Moinho Azul. O Restaurante é na beira dessa cachoeirinha, com piscina natural, e ninguém lá dentro. A minha vó amou! Comidinha muito caseira, mas muito saborosa. Mó astral. Tá ajudando a levar maus fluidos.

sábado, 24 de março de 2007

O arraso

Morta, arrasada, destruída. É assim que eu me sinto.

Eu sei que vou recuperar, mas quando? Quero sacudir a poeira, recomeçar. Mas não tá dando.

Life is easy on me, most of the times... Infelizmente, ando numa fase trash demais.

Quero reconhecimento, não esse das pessoas (esse não vem nunca...), mas o dos fatos. Quero ver a coisa funcionar, andar para frente. As pessoas sabem criticar muito bem, em geral críticas negativas. Os fatos não, esses são autênticos, não mentem.

As águas vão passar, as éguas vão encher.

Muito cansada pra postar uma foto. O valium já tá começando a fazer efeito...


quinta-feira, 22 de março de 2007

O Fábio Assumpção tá ridículo. Deve ser o "Assumpção"....
(Pra meio entendedor, meia palavra basta)
Claus no colo. Esses têm sido amigões. Ontem tive uma crise de choro, e instantaneamente todos se levantaram, inclusive a Xana (!). Inúmeros questionamentos. Pink Floyd, Division Bell ao fundo. Tudo parece diferente do planejamento. Não, o príncipe não tá na cozinha fazendo um ranguinho romântico, me contando do dia dele. Não estou trabalhando desesperadamente, mas contabilizando a graninha pra dar uma viajada pela Europa em Setembro. Eu me cobro, eu me culpo, na verdade eu me torturo. Numa boa, só quero curtir a minha tristeza. Eu sei que passa, sempre passa.

Talvez a possibilidade de ir ao show ajudaria a passar mais rápido.

Falando nisso... E aí?
Toca o celular, 16h. "Corre pra cá", dizem do outro lado. E se tivesse um filho pra buscar na escola às 17? Ou num setting menos distante (eu espero), e se tivesse que buscar o meu namorado na rodoviária chegando do Rio pra me ver?

Ser mulher ou mulherzinha? Eis a questão.

No pics today. No title either.

terça-feira, 20 de março de 2007

A noite - continuação


Tristeza não tem fim, felicidade sim...

Perdemos a Saphyra. Inconsolável... minha mulinha querida

segunda-feira, 19 de março de 2007

A noite




A noite foi uma merda. Toda hora acordava pensando no dia de ontem. Preferia que não tivesse acontecido. Como o meu domingo foi como um dia de semana daqueles totalmente atolado, decidi que tenho o direito de gastar alguns minutos a mais de bobeira na internet na segunda de manhã.

Eu me cobro muito. Fico achando que poderia ter evitado todas as besteiras que acontecem. Besteiras ou não besteiras. Acho que tenho culpa de tudo, que sou desatenta, que não tenho estudado bastante.

Ontem me dei muita conta de quanto é difícil trabalhar com a vida. É muita responsabilidade. Imagina como não se sentem os médicos. Ou melhor, como deveriam se sentir. Fiquei com vontade de ter um trabalho desses de ficar o dia todo na frente do computador. Não estou desmerecendo nenhuma profissão. Todas têm sua parcela de responsabilidade. Mexer com o dinheiro das pessoas, com os direitos das pessoas, com a cabeça das pessoas, ou mesmo traduzir um texto, documento ou whatever - tudo tem que ser bem feito. Mas trabalhar com cavalos de milhares de dólares é especialmente complicado. Além de ser uma vida, como de qualquer outro animal, tem toda a pressão de quanto o bichinho vale, das expectativas e tal. Muito complicado...

Postei essa foto dos meninos, só pra lighten-up my day...


domingo, 18 de março de 2007

Domingo de noite

Hoje foi um desses dias em que é melhor ficar dormindo na cama...
Como o ser humano é uma figura tão difícil? Como é possível uma pessoa atrair tantos maus fluidos? E além de atrair, distribuir...

ai ai... respirar fundo para começar a nova semana que vem por aí...


sem fotos hoje.

sábado, 17 de março de 2007

Sábado de manhã



Adoro manhãs de sábado em Teresópolis (domingo também, mas é que hoje é sábado). Poder acordar sem corre-corre, curtir a cachorrada, o silêncio (nem o caseiro acorda) e ficar lendo as notícias e tomando o meu café (indispensável). Depois dou aquela arrumada no cafofo, sonzinho ao fundo, e só então saio pro Haras. Não tem como estar em Teresópolis e não ir lá, por isso tenho que dar uma "saída" de vez em quando. Hoje tenho uma missão muito chata - cobrar de um cliente que está com toda a pinta que não vai me pagar. Isso é um saco. O que será que passa na cabeça dessas pessoas? O cara me liga num domingo à noite, chuvendo, para ir atender, eu vou, e depois o cara não vai querer me pagar? Deixa estar - dor de barriga não dá uma vez só.

Tem dias que eu queria ter um trabalho que não precisasse sair tanto de casa. Rodar em média 3.000 km por mês cansa. Por isso, quero mesmo fazer o curso de tradução. Adoro trabalhar em casa. Ainda mais que a minha casinha está tão gostosa, tão minha...

Estou lendo Marley e Eu. Ótimo por enquanto.


A foto é Xana, que nesse momento está deitada ao meu lado, esperando qualquer migalha de creme cracker...

sexta-feira, 16 de março de 2007

Continuando....


Comecei e não continuei.
Isso é uma constante na minha vida, e é uma coisa que eu quero muito mudar. Se eu comecei a fazer um blog, vou ter que continuar. Tanta coisa eu começo e páro. A minha monografia da homeopatia está corrigida e impressa dentro de um envelope pardo na pilha da esquerda (coisas a serem feitas) há meses (na verdade, mais de ano...), só falta encadernar. Falando em homeopatia, fui chamada para atender em uma fazenda de cavalos importantes, para fazer homeopatia. uhuuu... vou até de avião, muito chique. Por que me sinto tão despreparada? Fico sempre achando que tenho que dar mais uma estudada, igual véspera de prova. Na verdade, tenho que estudar MUITO, a vida é a prova constante. Fui atender 4 gatos em uma mesma casa. Me deu muita pena da senhora dona dos gatos, aquele é o universo dela - ela, a mãe e 4 gatos, dentro de um micro apartamento, e as duas vivem totalmente em função dos 4 - coloca ração fresquinha, troca a água (filtrada, claro), troca o jornal, coloca o banquinho para a gata mais velha subir na cômoda, dá as bolinhas da homeopatia, leva na clínica, chora porque estão todas velhinhas. O dia inteiro. Prozac????

Bom, já foi uma boa continuada....

PS - Coloquei uma foto da Alice, em homenagem às gatas acima descritas...


segunda-feira, 12 de março de 2007

Em complemento: CAFUSA, COME BACK!!!

O começo





Escrevo aqui o início da mudança, por enquanto meio anônima, mas já uma mudança.
Vou a um astólogo, preciso me conhecer melhor. Dizem que é legal... vou testar.
Talvez a análise não esteja respondendo tudo. Aliás, eu odeio quando ela pergunta. Sei que é necessário, mas eu estou buscando respostas...