sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Mais um fim de ano

Não ligo muito pra datas, nunca liguei. Aniversário, dia das mães, dos pais, sei la mais o que. Inclusive Natal. Aquela gastação, aquela comilança e agora, pra mim, muito trabalho. Mas Ano Novo mexe comigo. É uma renovação. Hora de olhar pra frente mesmo. Há muitos anos tenho ficado meio no "fundo do poço" nessa data, e do fundo do poço não é possivel olhar pra frente - tudo que se vê é uma parede.

Esse ano estou tentando fazer diferente. Longe do fundo do poço, mas também não olho pra frente. Quer dizer, olho pra frente sim, mas pra frente agora e hoje. Ser feliz, ser positiva, ter confiança. Não olho pra frente longe, mas uso os óculos de perto!

sábado, 13 de dezembro de 2008

The day after

Ontem me casei comigo mesma no meu blog. Foi ótimo, divertidíssimo (além de brega...).
Agora página virada. Vou tentar. O assunto tem sido recorrente. Não sei se é porque sempre tem um péla-saco que pergunta: "E você, já casou?", ou se é culpa da idade mesmo. Acabei de assistir a Sex and the City, o filme. Decepcionante ver o Mr. Big se render. Será que eu tô igual à Carrie, com neurose de casamento (a diferença é que ela pelo menos tinha noivo...)? Outra diferença, já comentada antes, mas que vale ser repetida, é que ela fica solteira em NY, e não em Teresópolis...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

casamento mexe com a cabeça da mulher (já dizia Cafusa...)

19h no horário de verão. Céu de brigadeiro, nenhuma nuvem. Temperatura amena o suficiente pra ninguem sentir frio, nem calor. A grama e o jardim impecáveis. Ao som de La vie en Rose (versão Grace Jones) os "padrinhos", pais e irmãos atravessam o corredor de velas sobre o gramado. Ela entra de mãos dadas com o pai, leve como uma pluma, felicidade que se vê a quilômetros de distância. O "noivo", radiante, já foi o primeiro a entrar e a espera na varanda da casa antiga. Ela sobe as escadas do jardim, que só foram usadas na época do polícia & ladrão na infância. O vestido é simples, e por isso mesmo lindo. Nas mãos algumas poucas flores. Pais, irmãos e padrinhos se acomodam ao redor de uma mesa na varanda, e um juiz faz o casamento mais bonito da história. Let it Grow, Renaissance, toca enquanto eles assinam o tal livro e se cumprimentam. Ela olha pro irmão e fala o "poetry" da música, com "P" aspirado, piada que só os dois sabem. Se abraçam. My Sweet Lord, de George Harrison, toca enquanto todos saem e vão para a tenda de toldo transparente armada no outro jardim, sob aquela árvore linda que ela não lembra o nome. Mesas, flores, velas, toalhas brancas. Comidinhas gostosas, pessoas amigas e felizes. No patamar da piscina, outra tenda e a pista de dança. Som cuidadosamente escolhido. Os noivos, agora casados, dançam Façamos de Elza Soares e Chico. O som rola baixo um pouquinho, enquanto as pessoas conversam, se cumprimentam e jantam. Depois rock and roll e samba. Todos dançam até as tantas horas... Ah - sobremesa: brigadeiros enrolados no açúcar e cajuzinhos! Memorável....